Audi MedCup. Um, dois, três, bata lá com a garrafa outra vez

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imBaptizar um barco não é tarefa fácil. Que o digam a modelo Eva Padberg e a princesa Zahra Aga Khan

Em qualquer festa que se preze há uma garrafa de champanhe para regar as celebrações. No ano novo, por exemplo, é quase sacrilégio não fazer a contagem decrescente de copo na mão. Mas também há quem não consiga abrir a garrafa a tempo de servir a pomada. E o ano novo lá entra sem direito a brinde. Se já lhe aconteceu, não se preocupe. Há quem sofra ainda mais com uma garrafa de champanhe nas mãos.

Cascais é por estes dias a capital europeia da vela. A Audi MedCup faz a primeira paragem da época em Portugal e, como seria de esperar, já cá estão os barcos, prontos para competir nas águas do Tejo e do Atlântico. Enquanto alguns já têm rodagem de anos anteriores, outros fazem as primeiras milhas junto à costa portuguesa. É o caso do veleiro alemão da Audi A1 Team/ALL4ONE e do italiano da Audi Azzura Sailing Team, que ontem tiveram direito a baptismo na marina de Cascais.

Ora, tal como nas cerimónias religiosas, também aqui há pelo menos um padrinho ou uma madrinha. No primeiro caso, a honra ficou a cargo do actor francês Jean Reno ("Código Da Vinci", "Missão Impossível" e "León") e da modelo alemã Eva Padberg (eleita mulher mais sexy do mundo em 2005 pelos leitores da "FHM"). Mas a missão (quase) impossível de baptizar o barco sobrou para Padberg. Para quem não sabe, numa situação destas é preciso partir uma garrafa de champanhe no casco do veleiro. O problema é que a falta de jeito da modelo para a tarefa era proporcional à beleza. Primeira tentativa: ouve-se um estrondo, mas a garrafa continua intacta. Segunda, terceira, quarta e quinta tentativas: barulho é o que não falta, mas continua a não jorrar uma única gota de champanhe - o casco, por outro lado, começa a denunciar as marcas do violento ataque. Só à sexta pancada, já depois de uns conselhos de quem sabe, é que Eva Padberg conseguiu destruí-la. Os aplausos vêm logo a seguir: prova superada.

Um já estava, faltava o outro. E a figura escolhida para amadrinhar o barco italiano foi a princesa Zahra Aga Khan, filha do líder espiritual dos muçulmanos ismaelitas (Aga Khan IV) e descendente do profeta Maomé. Esperava-se melhor prestação que de Eva Padberg, mas o início foi desastroso: a primeira garrafa acabou dentro de água, sem que se tivesse partido. Escorregou e lá foi ter com os peixinhos. Chegou uma segunda via - como quando se perde um cartão - e Aga Khan lá acertou. Mas até rachar o vidro ainda somou três tentativas falhadas.

Assim se fez a festa no primeiro dia, ainda sem competição. Para hoje está marcada a regata de treino da classe principal - os TP52. O circuito conta com dois barcos portugueses, ambos na outra classe, os Soto40: o Bigamist, capitaneado por Afonso Domingos, e o XXII Portuguese Saling Team, liderado por Francisco Lobato - mais conhecido pelas travessias do oceano Atlântico a solo.

Fonte IONLINE