Polis Ria avança para o terreno
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A chamada "Operação Polis Litoral Ria de Aveiro" encontra-se "num momento de viragem", preparando-se para arrancar com muitas das acções do Plano de Estratégico.
Os parceiros envolvidos, entre organismos públicos, autarquias e gabinetes de estudos e projectistas privados, juntaram-se em Aveiro para fazer o ponto da situação.
Dois anos e muitos estudos de grande complexidade técnica depois, o Polis Litoral Ria de Aveiro "vai avançar com obras no terreno", o que acontecerá em Sever do Vouga com a recuperação da estação de Paradela e ciclovias. A piscina fluvial da Quinta do Barco, já concluída, é a primeira inauguração.
Anuncio feito Teresa Fidelis, presidente da Administração da Região Hidrográfica do Centro, cargo que acumula com a presidência da administração da Sociedade Polis Litoral Ria de Aveiro.
"Deixámos uma nota de optimismo, porque as equipas do Polis estão a trabalhar muito para que a operação prossiga e dê frutos", declarou a responsável.
Das 150 acções de requalificação previstas, 95% já tem procedimentos em curso. 12 projectos encontram-se concluídos ou em fase adiantada.
A execução dos projectos tem como prazo limite 2013. Para a recta final ficarão as intervenções "estruturais para a manter a utilização da Ria", através de dragagens de canais e reforço das defesas (diques e motas), no valor de quase 25 milhões de euros.
"A regularização dos canais será provavelmente a última, porque requer avaliação de impacte ambiental e cautelas. Vamos querer envolver os utilizadores, para minimizar possíveis efeitos", adiantou Teresa Fidélis.
As restrições orçamentais ainda não obrigaram a fazer ajustamentos, estando a sociedade, contudo, ainda a trabalhar em candidaturas a fundos comunitários para suportar a maioria dos encargos.
O Polis Litoral Ria de Aveiro, um dos quatro a decorrer em todo o País, envolve 96 milhões de euros para uma área de intervenção de 37 mil hectares, 60 km de frente costeira e 128 de frente lagunar, sem esquecer 24 km de frente ribeirinha do Vouga, tudo isto em 12 concelhos.
Recuperação de cais e esteiros, criação de áreas de recreio fluvial, valorização das pateiras de Frossos e Fermentelos, assim como das Barrinhas de Esmoriz e Mira e instalação de ciclovias integram o extenso programa de acção.
O parque de feiras de Aveiro tem patente até dia 10 uma exposição que retrata os projectos do Polis Ria de Aveiro que têm a coordenação técnica da Parque Expo.
Autarquias chamadas a pressionar Governo para manter o rumo
Ribau Esteves, presidente da comunidade dos municípios da Região de Aveiro, também vogal da sociedade Polis Ria de Aveiro, lembrou os tempos "angustiantes" vividos com a necessidade de aprofundar estudos prévios, alguns por exigências legais.
Com a aproximação de uma nota etapa, considerou a cooperação institucional em torno da operação como "profícua", o que nem sempre foi possível no passado.
O autarca de Ílhavo mostrou-se esperançado que o "mérito" dos projectos seja recompensado com sucesso nas negociações para financiamentos, estando para já apenas garantidos 17 milhões de euros atribuídos pela administração central na fase de constituição da sociedade. As Câmaras envolvidas também ainda não entraram com os 13 milhões de euros que lhes estão reservados.
Pinto Leite, coordenador nacional dos programas Polis, considerou que a intervenção na Ria de Aveiro "está no bom caminho", pedindo às autarquias que "obriguem", em caso de necessidade, "o Estado a manter o rumo traçado", atendendo a que a mudança de Governo pode gerar "perturbações".
Fonte: Notícias de Aveiro



