GNR aperta combate à pesca de meixão

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piO Subdestacamento de Controlo Costeiro da Nazaré da GNR realizou um conjunto de operações de combate à pesca ilegal.

No dia 5, no Rio Tornada - Salir do Porto, foi apreendida uma rede de pesca do meixão, com cerca de 5 kg desta espécie no seu interior. Esta rede, por se tratar de uma arte ilegal e especialmente predadora, foi apreendida para posterior destruição. O meixão, totalizando cerca de 25.000 espécimes, com um valor comercial de 2.500 €, por se encontrar vivo, foi de imediato devolvido ao rio.

No dia 4, pelas 18H50, foram apreendidos pelo mesmo sub-destacamento 48 kg de pescada imatura, por não possuir o tamanho mínimo para ser introduzido no consumo (27 cm). Esta pescada, com um valor comercial de 240,00 €, depois de ser sujeita a controlo higio-sanitário, foi entregue a instituições particulares de solidariedade social da zona, contribuindo desta forma para minorar as suas dificuldades.

Igualmente nesta mesma data e pela mesma subunidade, pelas 23h10, no Rio Alcoa - Nazaré, foi encontrada uma rede ilegal de pesca ao meixão, com cerca de 40 metros de comprimento, em plena actividade, contendo no seu interior 2,5 kg de meixão. O meixão, por se encontrar vivo, foi de imediato devolvido ao rio, tendo a rede, com cerca de 20 metros de comprimento, sido apreendida para posterior destruição. O meixão apreendido, totalizando aproximadamente 12.500 espécimes, teria, se introduzido no mercado, um valor comercial de 1.250 €.

A pesca ao meixão encontra-se totalmente proibida, pois a espécie encontra-se já no "Livro Vermelho das Espécies em Perigo", sendo Portugal um dos países onde esta pesca ainda se pratica. O meixão, ou seja a enguia enquanto bebé, vale normalmente no circuito comercial, ao intermediário, cerca de 500,00 €/kg, podendo atingir o valor de 2.000,00 €/kg, ao consumidor final, designadamente em Espanha, onde é uma iguaria especialmente apreciada, ou no Japão.

As redes apreendidas, com uma malhagem muito reduzida (cerca de 1mm), são profundamente nocivas para as espécies que fazem do rio o seu habitat. Esta rede, ao ser colocada de forma perpendicular ao curso do rio, captura todas as espécies para dentro do "saco", onde muitos acabam por perecer fruto da pressão da água e das outras espécies.

O caso da pescada, não assumindo ainda o dramatismo do meixão, é igualmente problemático, pois desta forma estão a ser pescados espécimes abaixo do seu tamanho, impedindo que estes se reproduzam pelo menos uma vez, impedindo assim a continuidade da espécie. Em termos legais, este tipo de actividade viola os mecanismos de controlo das capturas, vulgo quotas, escapa ao regime de primeira venda (venda em lota), foge ao controlo higio-sanitário e evita o pagamento dos impostos devidos.

Francisco Gomes
www.oesteonline.pt