Locais de mergulho Algarve
- Detalhes
- Categoria: Mergulho Dicas/Manutenção
Jardim do Vieira
Nome de um pescador, (Vieira) da região de Armação de Pêra, o qual divulgou o local a mergulhadores por nesse sitio aparecerem, com frequencia alguns Pargos Penacho.
Sítuado numa zona de lages rochosa com pouca altitude, cerca de 1,5m é possivel ver dentro de alguns orificios Sargos de dimensões consideraveis.
É um mergulho com uma profundidade máxima de 10 metros o que permite uma permanência prolongada no fundo, é uma zona com bastante vida marinha da qual é possivel avistar espécies como chocos, polvos, pargos, nudibrânquios brancos e tricolores.
ODAS (bóias do Instituto Hidrográfico)
Este mergulho, em espera e no azul, desenrola-se ao longo do cabo das bóias que o Instituto aí colocou, para medição de vários parâmetros marítimos. É uma imersão para mergulhadores experientes, nível 3 ou superior. Embora a profundidade do local seja de 100 m, o seu interesse centra-se entre os 10 e os 20 m. Além de ser uma zona de passagem de peixes pelágicos, atuns, dourados, também a vida que se agarrou e cresceu ao longo dos cabos é sempre interessante de se ver, desde moluscos a peixes. Devido à sua localização, só se pode realizar se as condições do mar assim o permitirem
Caldeirinha
Com uma profundidade de cerca de 8m e um fundo de areia branca é um local óptimo para apneístas ou mergulhadores autónomos principiantes, diurnos ou nocturnos, fotógrafos ou não.
Caldeira de um antigo vapor, com um diâmetro a rondar os 3m, é habitada por pequenos seres, blénidos, góbis, safios, chocos, polvos, anémonas, camarões, etc.
Batelão do Farol
Pequeno barco a vapor, cerca de 20 m de comprimento e 2,5m de altura, que se afundou perto da praia do Farol, em meados do séc. XX. Descansa sobre um fundo de areia a uma profundidade máxima de 7m.
Bom local para apneístas ou mergulhadores autónomos principiantes. Tanto o interior como o exterior do barco são ricos em fauna bentónica, blénidos, góbis, mucharras, sargos, chocos, polvos etc.
Navio do IPIMAR
Antigo arrastão chamado Eng. António Augusto que, depois de preparado, foi afundado em 1994 para servir como recife artificial. Jaz num fundo de areia a uma profundidade de 29 m, adornado cerca de 300 para estibordo. Tem um comprimento de 50 m e uma altura de 7 m.
O mergulho deve ser iniciado pelo lado de bombordo e em direcção à popa, onde se encontra o hélice, indo em seguida para a proa, rodeando o barco por estibordo, até à ponte de comando. Caso ainda haja ar poderemos explorar algumas zonas, perfeitamente seguras, do interior do destroço.
Passados todos estes anos o casco converteu-se num autêntico oásis de fauna variada com invertebrados, esponjas, anémonas, nudibrânquios, polvos e com peixes, cabozes, sargos, safios, bodiões, rascassos e muito mais.
Pedra de Cacela
Quase em frente à bonita e alcantilada aldeia de Cacela Velha encontra-se este afloramento rochoso. Numa planície de areia com uma profundidade de 14m é um local acessível a iniciados (nível 1). É um local com bons e diversificados exemplares de fauna e flora bentónica, desde invertebrados a peixes, anémonas, esponjas, falsos corais, nudibrânquios, bodiões, judias, serranos, cabozes, moreias, sargos, polvos, chocos, safios, e... muito mais.
A imersão desenrola-se na parte norte, recortada, sendo a zona sul um declive suave coberto por areia. No sentido longitudinal é preenchida por uma fenda com alguns buracos interessantes.
Pedra da Greta
É a maior zona rochosa de Faro, com uma profundidade mínima de 15 m, máxima de 20 m e uma extensão de aproximadamente uma milha marítima. Esta formação corre paralela à costa e apresenta uma estrutura labiríntica formada por grandes paralelipípedos de pedra. Podem-se distinguir várias zonas muito distintas entre si, segundo o perfil do fundo.
Quanto à fauna, a natureza do fundo faz com que, alojados na rocha, haja uma grande variedade de invertebrados bentónicos, gorgónias, esponjas e alguns falsos corais.
Para os mais observadores a os amantes da fotografía macro, existem os pequenos nudibrânquios, um dos motivos de maior interesse. Também é frequente encontrar grandes sargos, pargos, robalos, safios, polvos, moreias e ocasionalmente, anchovas e lirios.
O mergulho inicia-se normalmente na periferia da pedra e seguem-se a corrente e as condições do mar, na direccão este ou oeste, podendo navegar em zig-zag. Dada a condicão labiríntica da rocha é muito fácil despistarmo-nos, pelo que se recomenda atenção e utilização de bússola.
Recifes artificiais
Um recife artificial é uma estrutura deliberadamente colocada no fundo do mar, totalmente submersa, que procura imitar algumas características dos recifes naturais."
A implantação de recifes artificiais nas águas costeiras de Portugal é uma prática relativamente recente.
Só em 1990 se inicia, no litoral Algarvio, um projecto piloto com a instalação de dois recifes artificiais, respectivamente em Olhão e Faro.
A escolha da costa Algarvia deveu-se, sobretudo, a um conjunto de condições ali presentes que se reconhecem como essenciais para o desenvolvimento e sucesso de projectos deste tipo, designadamente:
• as condições de mar (ondulação e correntes) moderadas, quando comparadas com a costa ocidental, fundamentais à estabilidade e funcionamento dos recifes;
• a escassez de formações rochosas submarinas, particularmente no sotavento algarvio.
Os resultados do estudo vieram pôr em evidência o bom funcionamento dos recifes artificiais, traduzido tanto num aumento da produção biológica, na sua zona de influência, como numa elevada capacidade de acolhimento de populações, em boas taxas de colonização.
Foram colocados na costa mais seis recifes artificiais respectivamente em Cacela, Tavira, Ancão, Vilamoura, Oura e Alvor.
Os recifes, colocados entre 15 a 35 metros de profundidade, são constituídos por:
• 2940 módulos de betão, Módulos de Protecção, com o peso unitário de 3 toneladas;
• 36 módulos de grande dimensão, Blocos de Exploração, com cerca de 40 toneladas cada.
O complexo recifal, que agrupa cerca de 18.000 módulos, ocupa de forma descontínua uma área total superior a 35 Km2 sendo a maior estrutura deste tipo na Europa
Bombardeiro B-24 Liberator (PB4Y) - Faro
Destroços do que restou da queda ao mar de um bombardeiro norte-americano perdido na noite, em plena 2ª Guerra Mundial, em 30 de Novembro de 1943. Tratava-se de um bombardeiro quadrimotor B-24 Liberator PB4Y da marinha americana, em patrulha anti-submarina no Golfo de Cádis, com 11 tripulantes a bordo. Seis faleceram no momento da queda, tendo os restantes sido salvos por um pescador que estava por perto naquela noite. Pode-se ver a estrutura praticamente completa das duas asas, com 34 m de envergadura, em posição invertida. Apesar dos hélices terem sido deslocados, podem-se ver ainda os motores, assim como as cavidades para a recolha do trem de aterragem. A fuselagem, o corpo principal do avião, desapareceu e está ainda a ser alvo de buscas. Em redor há um extenso campo de destroços, donde se destacam dois dos hélices (cujas pás têm quase um metro de comprimento), um rotor do motor e um dos lemes verticais, possíveis de encontrar recorrendo um pequeno exercício de navegação subaquática.
O B-24 é hoje um belíssimo recife artificial, servindo a estrutura da asa de abrigo a uma verdadeira nuvem de fanecas. As longarinas da estrutura interna da asa são o “condomínio” perfeito para outros peixes e invertebrados: xarrocos, garoupas, cabozes, santolas, galateias, polvos, camarões e um lavagante! Inúmeros safios e ainda algumas moreias residem também neste naufrágio.
fonte:hidroespaço



