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Volvo Ocean Race Press Information
Official Press Information from the Volvo Ocean Race 2008-09
  • Telefónica Blue Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1552 GMT
    We are very happy bunch, passed both Puma and our teammates. I think Puma simply just forgot about the scoring gate, why would you otherwise give these points away? But we sailed well, we took over 30 miles out of our sistership in the last 24 hours, who we know have the same sails, and [...]
  • Daily Story Leg Two Day 6: Points North
    Ericsson Racing Team made it a one/two this morning when Torben Grael/BRA and his team racing Ericsson 4 cruised through the scoring gate on leg two of the Volvo Ocean Race at 0340 GMT, adding another four points to their tally, bringing their total to 18.  On their heels was Anders Lewander/SWE and his Nordic [...]
  • Team Russia Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1159 GMT
    Very happy with the 2.5 points we just picked up at the scoring longitude of 58E and boat, sails and crew in one piece. We had lots of discussion during the preparation period about the concept of the boat and, to be honest, it feels very good to sit on a solid boat in the [...]
  • Green Dragon Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1127 GMT
    We are thrilled to get 3rd place and 3 points at the Mauritius scoring gate. This has been our sole focus since breaking the boom 2 days ago. We seem to be able to sail downwind with spinnakers quite well, and even now reaching with one reef seems OK. It’s upwind sailing that we must [...]

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Léxico Náutico I

Conjunto de termos náutico utilizados Parte I

A

À bolina: [termo de vela] Navegação efectiva num ângulo apertado com a direcção do vento. Também chamada: para ganhar barlavento, para o vento ou bordejar. [termo de vela]
À garra: Navio à mercê da maré, corrente ou vento
À popa: [termo de vela] Navegação a favor do vento. Também se aplica na navegação que se faça recebendo o vento para trás do través. [termo de vela]
A Pé de Galo: Quando além daquele ferro com que está fundeado, se larga outro de modo a tocar o fundo, pronto a unhar, se faltar aquele pelo qual está amarrado
A ré: (AR) Expressão usada para definir toda e qualquer coisa que se situe na região de popa da embarcação.
À roça: Ferro quando pronto a ser lançado para o fundo
A vante: (AV) Expressão usada para definir toda e qualquer coisa que se situe na região de proa da embarcação.
Abater: Desviar-se lentamente do caminho, por efeito da corrente, mar ou vento, conservando no entanto o rumo
Aberta: Interrupção momentânea de chuva, de vento ou de mar
Abicar: Abordar
Abordar: Atracar
Abotoar: Amarrar ou ligar fortemente dois objectos com botões
Acalmia: Diminuição passageira da agitação do mar
Aclarar: Pôr claro; safar; limpar a atmosfera do mar
Acostar: Aproximar-se da costa; atracar

Adornamento: É a inclinação para um dos bordos da embarcação; o navio pode estar adornado a bombordo ou a estibordo. O adornamento é medido em graus.
Adriça:  [termo de vela] Cabo que serve para suspender (içar) as velas e as bandeiras. As velas latinas quadrangulares possuem duas adriças, uma da boca (que iça a boca da carangueja), outra do pique (serve para repicar a carangueja).
Aduchar: Deixar um cabo bem arrumado, para guardar.
Aguentar sobre volta: Prender passando no cunho mas, aguentando na mão.
Aguentar: Parar de puxar.
Agulha de Marear: instrumento que a bordo indica, constantemente, o norte da agulha
Agulha Giroscópia: agulha de marear, não magnética que indica, permanentemente, o rumo verdadeiro
Agulha: o mesmo que bússola
Agulheiro: Pequena escotilha, circular ou elíptica, destinada ao serviço de um paiol, casa da máquina, etc.
Alagar: É quando o farol some no horizonte por termos saído de seu alcance ou de seu sector de visibilidade.
Alanta: Cabo que faz a amura de uma vela de balão
Alar: Exercer tracção num cabo para executar uma manobra.
Albóios: Aberturas no convés para iluminar e ventilar compartimentos da embarcação. Têm estrutura metálica, tampas estanques, com ou sem vidro, fixos ou não.
Alça: Azelha feita no chicote ou num seio de um cabo para receber um trambelho ou passar outro cabo.
Alcatrate:  Peça que assenta por cima das balizas, servindo para as consolidar, e também onde fixam os bronzes das forquetas [embarcações miúdas].
Alcatruz: Peça em forma de balde para elevação de peças compridas. O alcatruz é colocado numa das extremidades da peça ou peças e preso ao cabo de suspensão, de forma a não as deixar correr quando são suspensas por um cabo.
Alheta: Zona do costado de uma embarcação entre a popa e o través
Alísios ou Alíseos: Ventos regulares que durante o ano sopram regularmente de NE no hemisfério Norte e do SE no do Sul. A partir dos 30º vão diminuindo de intensidade em direcção ao Equador até se extinguirem formando aí a zona de calmarias equatoriais
Almude: Antiga medida de capacidade (cereais e líquidos) que levava 12 canadas ou 48 quartilhos equivalente a cerca de 16,8 litros. No sistema métrico decimal corresponde a 25 litros.
Alojamentos: Compartimentos destinados a alojar passageiros ou tripulantes.
Alquebramento:
Alqueire:
Antiga medida muito utilizada com cereais. Tem a particularidade de poder ser usada como medida de capacidade, peso e superfície. Dependendo da região pode equivaler de 10 a 14 litros de cereais, (mais comummente a 13 litros) ou entre 11 e 15 kg.
Altitude de um farol: A altitude que vem marcada na carta é do nível médio (NM) do mar até ao foco luminoso do mesmo.
Altura da maré: A altura, num dado momento, do nível das águas acima do zero hidrográfico
Amante: Cabo para manobra dos paus de carga. Permite modificar o ângulo do pau de carga, medido na vertical.
Amantilhos: São cabos de laborar, um em cada lais das vergas redondas, que servem para amantilhá-las, isto é, aguentar os lais para as vergas não arquearem.
Amarra: Cadeia de elos especiais com ou sem malhetes (nos navios pequenos pode-se usar corrente ou cabo de arame). Tem a função de aguentar a força de fundeio da âncora nos fundeadouros.
Amarra: ligação, que pode ser de corrente e ou cabo, entre a âncora e a embarcação
Amarração ou Atracação: Operação de amarrar um navio ao cais ou a outro.
Amplitude da Maré: a diferença entre as alturas da Preia-Mar e Baixa-Mar ou desta com a próxima Preia-Mar
Amplitude Máxima: é aquela por ocasião das marés vivas equacionais
Amplitude Média: é aquela por ocasião das marés vivas médias
Amplitude Mínima: é aquela correspondente à menor elevação das águas
Amura: Zona do costado de uma embarcação entre a proa e o través.
Amura: [termo de vela] (1) O punho por onde se prende uma vela na linha longitudinal da embarcação. (2) O rumo da embarcação em relação ao bordo por onde recebe o vento (amurado por bombordo ou amurado por estibordo). (3) Muda-se de amura rodando em direcção ao vento, entrando na zona não vélica, passando com a proa pela linha do vento e saindo na nova amura.
Amurada: Denominação da parte interna do costado do navio, mais usualmente utilizado para indicar a parte interna borda falsa do navio.
Amurado a Bombordo/Estibordo: embarcação que recebe o vento por bombordo/estibordo
Amuras: São cabos de laborar, que nas velas redondas servem para amurar os papa-figos, isto é, rondar o punho da escota de barlavento o mais avante possível.
Âncora: Peça de formato especial e peso conveniente, e que, presa à extremidade de uma amarra, aguenta a embarcação no fundeadouro ou ancoradouro.
Ancorar: É a acção de lançar âncoras ao fundo, para manter a embarcação segura por meio de suas amarras no ancoradouro ou fundeadouro.
Ancoreta: É uma espécie de barril um pouco achatado, que serve de depósito de água doce para beber na embarcação.
Ancorote: Pequena âncora usada em pequenas embarcações ou para manobras auxiliares.
Andorinhos: São cabos fixos aos vergueiros das vergas e ao seio dos estribos, que servem para suportar o peso dos marinheiros quando utilizam os estribos.
Anéis ou Cavernas Gigantes: Cavernas reforçadas contínuas, formando anéis com os vaus reforçados do convés e das cobertas.
Anemómetro: Indica a velocidade e a direcção do vento (Anemoscópio) .
Anete: Argola ou manilha que vai no fim da haste da âncora.
Anteparas: São separações verticais que subdividem em compartimentos o espaço interno do casco, em cada pavimento. Também concorrem para manter a forma e aumentar a resistência do navio. Podem ser transversais ou longitudinais, estanques ou não.
Antepara de colisão: A primeira antepara estanque na proa do navio. Em alguns casos também existe na popa.
Aparelho de laborar: Cabos usados nas manobras das embarcações.
Aparelho: Compreende o mastro, as velas e todos os cabos necessários para as suas manobras. Conjunto de cabos, poleame e velame de um navio
Apostura: É a parte da baliza que liga ao braço e onde assenta o alcatrate.
Aquartelar: [termo de vela] Marear uma vela para barlavento para obrigar a embarcação a parar ou recuar.
Área de flutuação: É a área do casco, definida por uma das linhas de flutuação da embarcação.
Arfagem: É o jogo do navio no sentido de proa para popa, ou seja no sentido longitudinal da embarcação. É também chamado de caturro.
Arinque: Cabo que é preso à âncora e a uma bóia (bóia de arinque). Esta bóia tem a função de mostrar a localização da âncora, quando o navio está fundeado. Nas pequenas embarcações a bóia de arinque ligada ao ancorote pode ser muito útil para safar o ferro caso este unhe numa pedra.
Armador: Pessoa ou empresa que equipa, mantém e explora comercialmente uma ou mais embarcações mercantes.
Arnez: cinto de segurança que se fixa à embarcação através da linha de vida
Arranjo: Distribuição genérica e particular dos espaços e dos equipamentos específicos nos diversos conveses, de acordo com a tipologia e o porte da embarcação.
Arrátel: Antiga medida de peso que tinha 16 onças. Era 1/32 da arroba e 1/128 do quintal. Correspondia a 459 gramas. Na Índia em certas mercadorias o arrátel era de 14
Arrear: ou baixar. Termo usado quando se baixa uma vela, bandeira, etc (ver içar)
Arribar: Nos barcos a vela significa afastar a proa da linha do vento (ou para sotavento). Em navios é afastar-se de sua rota para entrar em um porto que não estava na escala.
Arroba: Uma arroba correspondia a 32 arráteis e era 1/4 do quintal. Correspondia a 14.688 kg. Na Índia em certas mercadorias era empregada a arroba de 28 arráteis.
Atracação: É a manobra executada para atracar o navio.
Atracar: É a acção de manter o navio encostado a um cais de um porto ou a outro navio.
Austro: o vento do Sul
Autonomia: É o tempo máximo e/ou distância máxima que uma embarcação pode permanecer navegando sem necessidade de reabastecimento de viveres e/ou combustível.
Avanço: Impulso ou marcha da embarcação para a frente.
Avaria: São os danos causados à embarcação por actos involuntários ou voluntários.
Azimute: É o arco em graus, na linha do horizonte, desde o Norte ao local onde se ergue ou põe o Sol. Por convenção esse arco tem o sentido dos ponteiros do relógio num círculo de 360º com o Norte a assumir o valor 0.

B

Baixa-mar: O nível das águas no fim da vazante quando se conservam paradas. Em marés semi-diurnas, quando haja duas baixa-mares no mesmo dia, à de menor altura dá-se o nome de baixa-mar inferior em oposição à de maior altura, a baixa-mar superior
Balanço do navio: É o jogo do navio no sentido de um bordo ao outro, ou seja no sentido transversal da embarcação.
Balaustrada: Equipamento de apoio ou protecção dos passageiros e tripulantes nos conveses abertos, em embarcações.
Balaústre: Suporte vertical da balaustrada, constituída em regra por tubos de aço fixados no convés pelas sapatas, onde se apoiam os cabos da balaustrada.
Balde: É um recipiente que serve para esgotar as águas da embarcação.
Baleeiras: Pequenas embarcações utilizadas geralmente com equipamentos salva-vidas por suas boas qualidades náuticas, mesmo em mar grosso; por sua durabilidade e resistência; pela facilidade de arrumação a bordo; pela facilidade nas suas manobras utilizando-se poucos homens para içá-la e arriá-la quando necessário e finalmente pela relação tamanho-capacidade para o transporte de passageiros.
Baliza-Mestra: É a baliza com mais boca e colocada a meio da embarcação. As balizas podem ser inteiras ou divididas em três partes: caverna, braço e apostura.
Balizas (1): Bóias, marcas e outros equipamentos de sinalização, que servem de referência para a navegação.
Balizas (2): São peças colocadas transversalmente à quilha, formando o esqueleto da embarcação. Elementos estruturais da ossada do navio. Representações gráficas das intersecções de planos verticais transversais com o casco de uma embarcação. As balizas aparecem representadas em verdadeira grandeza no plano de balizas. Braços das cavernas acima do bojo.
Balizas direitas: São as balizas situadas na zona do corpo paralelo da embarcação e que se desenvolvem num plano perpendicular ao plano diametral.
Balizas reviradas: São as balizas situadas mais às zonas da proa ou da popa e que não se desenvolvem num plano perpendicular ao plano diametral.
Balsas: Equipamentos rígidos de pequeno porte utilizados como equipamento de salva-vidas, geralmente de forma elíptica, construídos em madeira, metal ou borracha.
Bancadas: São peças colocadas transversalmente no interior da embarcação, que servem para os tripulantes e passageiros se sentarem.
Bancadas: São peças colocadas transversalmente no interior da embarcação, que servem para os tripulantes e passageiros se sentarem.
Bar ou Bahar: Unidade de peso que foi usada no Oriente. Variava muito de região para região consoante a mercadoria. No Oriente na pesagem de especiarias pelo Estado valia 4 quintais de 4 arrobas. Na compra de sândalo em Timor equivalia a 6 picos e com outras mercadori
Barco: Tem o mesmo significado de Embarcação, ou seja, qualquer construção feita em materiais apropriados de modo a flutuar e destinada a transportar pela água pessoas e objectos.
Balaustrada: Sistema para protecção contra quedas.
Barlavento: Direcção de onde sopra o vento.
Balso:
Barómetro: Serve para medir a pressão atmosférica.
Bartedouro: Elemento da palamenta de uma embarcação em forma de concha utilizada para esgotar a água da embarcação.
Batelão: São embarcações robustas, construídas em madeira ou em aço com fundo chato, empregadas para desembarque ou transbordo de carga nos portos.
Beiço: Componente do escovém; parte que sai do convés, feito em chapa de aço ou fundido.
Beliche: Cama para uso em embarcações.
Bigotas: São peças de poleame surdo, com três furos na caixa e são empregadas nos cabos fixos, onde gurnem os colhedores para os rondar.
Bitola: Diâmetro de um cabo ou estropo.
Boca Máxima: É a maior largura do casco medido entre as superfícies externas do forro exterior, ou seja, é a largura externa máxima da embarcação.
Boca Moldada: É a maior largura do casco medido entre as faces exteriores da carena, excluindo a espessura do forro exterior, ou seja, é a largura interna máxima, a boca máxima menos espessura do chapeamento do casco.
Boca: É a largura da secção transversal a que se referir; a palavra boca, sem a referência à secção em que foi tomada, significa a maior largura do casco e, por isso mesmo, é a medida da secção mestra.
Boça: É um cabo fixo no olhal da proa e que serve para amarrar a embarcação.
Boca: Largura de uma embarcação
Boças de Amarra: Têm como função aguentar a amarra com o navio fundeado ou quando a âncora estiver no escovém, entre outras situações.
Bochechas ou Amuras: Partes curvas do costado de um e outro bordo, próximas á proa.
Boeira: É um orifício feito no costado, próximo da quilha, para esgotar a água da embarcação.
Bóias: Flutuadores de forma cilíndrica, esférico, cónico, etc., utilizadas para diversas finalidades, balizamento, marcação do local da âncora entre outros. Bóias salva-vidas, são equipamentos salva-vidas, utilizadas para o salvamento de uma única pessoa.
Bojo (o mesmo que Encolamento): Parte da carena, formada pelo contorno de transição entre a parte quase horizontal, ou fundo do navio, e sua parte quase vertical.
Bolinar: navegar chegado ao vento, ou seja, próximo da direcção do vento.
Bolina Cerrada:
Bolinas: São cabos de laborar usados nas testas das velas redondas, que servem para quando os navios navegam de bolina, puxar as testas de barlavento o mais avante possível. As bolinas compõem-se de poa, amante e bolina, de modo a formar um pé-de-galinha com três
Bombordo (BB): Lado esquerdo de quem está na embarcação olhando em direcção à popa.
Boom Jack: o mesmo que burro
Bora: vento seco e frio do NE que sopra na parte Norte do Adriático, sobretudo durante o Inverno
Borboletas ou Esquadros: Pedaços de chapa em forma de esquadro, que servem de ligação de dois perfis, duas peças quaisquer, ou duas superfícies que fazem ângulo entre si.
Borda Falsa: Limite superior do costado quando este se prolonga um pouco acima do convés.
Borda: Limite superior do costado que termina na altura do convés.
Bordejar: navegar virando de bordo com alguma frequência
Bordo Livre: Distância vertical da superfície da água ao pavimento principal, medida em qualquer ponto do navio no costado.
Bordos: São os lados da embarcação. As partes simétricas em que se divide um casco pelo plano diametral. A parte à direita chamamos (BE) boreste ou estibordo, a parte à esquerda chamamos (BB) bombordo. (Arte Naval p. 01)
Bóreas: o vento do Norte. (irmão de Notos e Zéfiro na mit. grega)
Bota: Antiga medida de capacidade usada no Mediterrâneo com valores variáveis entre 450 e 750 l. Havia por vezes a equivalência de 1 tonel com 2 botas.
Bote de socorro: Ou embarcações de salvamento, são embarcação para apoio às acções de salvamento no mar. Os navios ro-ro de passageiros são equipados com embarcações de salvamento rápidas.
Botes: São pequenos escaleres, a remo ou a vela, utilizadas como equipamentos salva-vidas e para serviços leves no porto.
Braça: Antiga medida de comprimento. Era sobretudo usada no comprimento das amarras e das linhas de prumo. A braça marítima entre nós tinha 8 palmos, cerca de 1,76 m. A que hoje ainda se usa tem duas jardas, ou seja cerca de 1,83 m.
Braço: É a parte curva da baliza que liga à caverna e apostura.
Braçola: (da escotilha) Chapa de aço que contorna a boca do porão onde assenta a escotilha.
Braços: São cabos de laborar, um em cada lais das vergas redondas, que servem para braceá-las para vante ou para ré.
Brandais: São cabos fixos que servem para aguentar os mastros e mastaréus de bombordo a estibordo (transversalmente).
Brióis: São cabos de laborar, que servem para carregar as esteiras das velas redondas até ao gurutil.
Brisa: nome que os pescadores do bacalhau davam ao vento fresco. Na costa sul da Madeira são os ventos do quadrante E ou de E a NE.
Buja: Vela de estai que não ultrapassa o mastro para ré.
Bujarrona: Mastaréu que se segue ao gurupés. Vela que é envergada no estai da bujarrona.
Burro: cabo ou peça que impede a retranca de subir
Bússola Giroscópica: Indica o norte verdadeiro, situa-se em frente à roda do leme e pode ter repetidoras em outros pontos da embarcação.
Buzina ou Gaiteira: Tubo por onde passa a amarra, do convés para o paiol da amarra. É geralmente de aço vazado, de secção circular, um para cada amarra, com diâmetro igual a 7 ou 8 vezes a bitola da amarra. Quando possui roldanas leva o nome de tamanca.
Buzina: olhal que dá passagem a cabos

C

Cabeços
: Colunas de ferro, de pequena altura, montadas aos pares e colocadas geralmente junto a amurada ou às balaustradas; servem para dar-se volta às espias ou cabos de reboque.
Cabo da caça, nas armações redondas de Peniche. Espaço do cintado grosso, compreendido entre as balizas das quartas partes.
Cabo Solteiro: Cabo sem serventia definida.
Cabo: Qualquer corda utilizada a bordo de uma embarcação. Os cabos, de modo geral, podem ser classificadas segundo a matéria-prima de que são confeccionados.
Cabotagem: Navegação de cabotagem, é a navegação mercante feita ao longo da costa marítima ou em áreas marítimas limitadas.
Cabrestante: Uma coroa de Barbotin, saia, ou ambas, montadas num eixo vertical, operado à mão, motor ou ambos, com linguetas para evitar a inversão brusca quando operado à mão.
Cabrestos: São cabos fixos à roda de proa e ao gurupés, paus de bujarrona e giba, que servem para os aguentar no sentido da proa à popa.
Caçar: Apertar as escotas para puxar as velas o mais possível para o eixo longitudinal.
Cachola: parte superior do leme onde encaixa a cana do leme
Caçoilos: São peças de poleame surdo com um ou dois furos e são empregadas para dar a direcção aos cabos da manobra das velas.
Cadaste: Peça semelhante à roda de proa no prolongamento da quilha, que constitui a parte externa do navio a ré.
Cadernais: São peças do poleame de laborar, com duas, três ou quatro roldanas e que são empregadas a bordo dos navios. Os cadernais com quatro roldanas tomam o nome de andorinhos e são empregados nos aparelhos reais.
Calado a meia-nau: É o calado medido na secção a meia-nau, isto é, a meio comprimento entre as perpendiculares. Nem sempre corresponde ao calado médio que é a média aritmética dos calados medidos sobre as perpendiculares a vante e a ré.
Calado máximo: É o calado do navio medido quando este estiver na condição de deslocamento em plena carga ou deslocamento máximo.
Calado médio: Calado médio é a média aritmética dos calados medidos sobre as perpendiculares a vante e a ré.
Calado mínimo: É o calado do navio medido quando este estiver na condição de deslocamento mínimo.
Calado moldado: O calado moldado, é aquele que se refere à linha da base moldada do casco. É utilizado no cálculo dos deslocamentos e para as consultas às curvas hidrostáticas da embarcação.
Calado: É a distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa do navio naquele ponto.
Camacheiro: vento que sopra em rajadas fortes de N ou NE na Madeira
Camarote: Compartimentos destinados a alojarem os tripulantes ou passageiros.
Cambar: Mudar de um bordo para o outro deixando o vento pela popa.
Cana do Leme: É uma espécie de alavanca que serve para movimentar o leme para bombordo ou estibordo.
Canada: Antiga medida de capacidade que era 1/12 do almude. (1,4 l).
Candil: Antiga medida de peso indo-portuguesa equivalente a 3 quintais e 3 arrobas de 32 arráteis. Como cada quintal tinha 4 arrobas, o candil perfazia 15 arrobas ou 480 arráteis, cerca de 200 kg. Por vezes equivalia ao Bahar.
Canoa: São pequenos escaleres, embarcações leves a remo, de formas finas com popa chanfrada, utilizada para serviços leves no porto.
Cantare: Unidade antiga de peso equivalente a cerca de 47,65 kg.
Capacete ou Cogumelo: Âncora sem cepo e em vez de braços tem uma calote esférica na extremidade da haste. É usada em amarrações fixas
Capelo: É a parte superior da roda de proa.
Caranguejas: São vergônteas móveis que existem a bordo dos navios ou embarcações, cujas armações possuam velas latinas quadrangulares e onde enverga o gurutil de vela (face superior da vela). As caranguejas dividem-se em boca (extremidade que encosta aos mastro) e pen
Carena ou querena: Carena é um termo empregado muitas vezes em lugar de obras vivas, mas significa com mais propriedade o invólucro do casco nas obras vivas. A superfície da carena somada a superfície do costado, representa a área total da superfície do casco.
Carlinga: Parte sobreposta à quilha aonde se aloja a mecha do pé do mastro. Ou peças (p.ex: cantoneiras) que constituem o fixe das máquinas.
Carta Piloto: Carta que contém informações meteorológicas, regime de correntes marítimas e ventos nas diversas épocas do ano.
Cartas de Navegação: Mapas náuticos.
Casa da Máquina do Leme: É o compartimento onde ficam os equipamentos de governo do navio. A máquina do leme é comandada a distância pelo telemotor do leme. Nos navios de grande porte, este compartimento fica abaixo da linha de água e é protegido por chapa reforçada, devido a importância vital que representa este equipamento para a segurança da embarcação.
Casa da Máquina: Compartimento onde ficam situadas as máquinas principais e auxiliares.
Casco: É o corpo do navio sem mastreação, aparelhos acessórios ou qualquer outro arranjo. Sua principal característica de forma é ter um plano de simetria (plano diametral) que se imagina passar pelo eixo da quilha.
Castanhas: São peças fixas nas escoas, possuindo uns entalhes onde assentam os paus de voga.
Castelo de Proa: Superstrutura na parte extrema da proa, acompanhada de elevação da borda.
Cate: Unidade antiga de peso na Ásia de valor incerto que se julga estar entre 0,3 e 3 kg. Existe quem pense em cerca de 373 ou 625 gr. É equivalente a 20 taeis.
Catita ou Mezena: Mastro e vela de ré.
Catita: pequena vela latina quadrangular que arma num mastro curto à popa
Catrina: Espécie de moitão, por ter apenas uma roldana. São de ferro e muito empregadas nos lais dos paus de carga.
Caturrar: oscilação de uma embarcação no sentido popa-proa por efeito da ondulação
Caturro: É o jogo do navio no sentido de proa para popa, ou seja no sentido longitudinal da embarcação. É também chamado de arfagem.
Caverna: É a parte da baliza que encosta à quilha e termina onde começa o bojo da embarcação.
Cavername: É o conjunto de peças que dão forma ao casco da embarcação, quilha, sobrequilha, balizas, longarinas, roda de proa, cavernas, vaus, trincanizes, sicordas, etc. exceptuando-se o tabuado nos navios construídos em madeira ou o chapeamento nos navios construídos em aço. É o esqueleto ou ossada do navio.
Cavernas: Peças curvas que se fixam na quilha em direcção perpendicular a ela e que servem para dar forma ao casco e sustentar o chapeamento exterior.
Centro de carena, de impulsão, ou de volume: (CC) É o centro de gravidade do volume da água deslocado por um navio. É o ponto de aplicação da força de impulsão. Quando o navio estiver aprumado este ponto encontra-se na linha definida pela intersecção do plano diametral com o plano transversal da embarcação. O centro de carena estará num ponto desta linha, sempre abaixo da linha de água.
Centro de flutuação: (CF) É o centro de gravidade da área de flutuação de um navio. Para cada área de flutuação de um navio, define-se o seu centro de flutuação.
Centro de gravidade: (CG) Definição em mecânica - O centro de gravidade é o ponto de aplicação da resultante de todos os pesos de um corpo qualquer. Assim, a soma dos momentos de todos os pesos em relação a qualquer eixo que passe por ele é igual a zero. Numa embarcação, quando os pesos próprios ou adicionados, desta estiverem distribuídos igualmente, nas duas metades simétricas do navio definidas por seu plano diametral, o centro de gravidade deverá estar num ponto deste plano. Caso os pesos da mesma embarcação também estejam simetricamente dispostos, ao longo do seu comprimento, o centro de gravidade deverá estar no plano da secção a meia-nau. Assim sendo, teórica ou idealmente o centro de gravidade deverá estar locado na intersecção do plano diametral com o plano da secção de meia-nau. A altura em que se encontra este ponto depende do projecto de cada navio e na distribuição e movimentação das carga a bordo.
Cepo: Barra perpendicular à haste, evita que a âncora se deite por completo no fundo, antes de unhar.
Cesto da Gávea: plataforma assente nos vaus dos mastros para espalhar os cabos da mastreação
Chi: Antiga medida linear chinesa correspondente a 33,33 cm
Chicote: Extremidade dos cabos.
Ciclone: grandes massas de ar animadas de grande velocidade de rotação formadas nas zonas tropicais. No centro do ciclone existe uma zona de calmas. O sentido de rotação no hemisfério Norte é directo sendo retrógrado no hemisfério Sul. A sua trajectória é parabóli
Coberta: É qualquer espaço abaixo do convés principal utilizado para localizar camarotes e/ou alojamentos destinados a abrigar passageiros e/ou tripulação.
Cochim: Entrelaçado de cabos com diversas aplicações a bordo, como defensas, capachos, etc
Compartimento estanque: São compartimentos, espaços no interior do casco limitados por chapeamento impermeável à água.
Compartimento ou tanques de colisão: São compartimentos estanques, em alguns casos conservados vazios, localizados nos extremos a vante e a ré do navio, chamados de pique-tanque de vante e pique-tanque de ré respectivamente.
Comprimento alagável: É o comprimento máximo permitido de um compartimento, de modo que quando este for alagado pela água, o navio ainda continue flutuando em segurança. É uma regra que define o comprimento máximo dos espaços entre as anteparas transversais estanques, regra esta estabelecida pelas Sociedades Classificadoras para as embarcações mercantes. Por essa regra o comprimento alagável de uma embarcação varia com o comprimento desta.
Comprimento de roda a roda: É a distância entre a roda de proa ou cadaste da popa, e é medida paralelamente à linha d'água de projecto. Peças como o leme, quando este se estender a ré da popa, o gurupés se existir ou peças similares, não serão considerados nesta medida.
Comprimento entre perpendiculares: É a distância medida entre as perpendiculares a vante e a ré. Nesta medida levamos em consideração a linha de água de projecto (ver definição das perpendiculares de vante e de ré). Quando nos referirmos ao comprimento do navio e não for especificado como este foi medido, devemos entender este como o comprimento entre perpendiculares.
Comprimento na flutuação: É o comprimento na linha de água, medido em cada nível de flutuação. O comprimento na flutuação varia, dependendo se a embarcação estiver leve ou carregada. O comprimento na flutuação coincide com o comprimento entre perpendiculares quando, a linha d'água de projecto for a mesma para o nível de flutuação adoptado.
Comprimento total: Esta medida é importante pois refere-se ao comprimento máximo do navio, as dimensões necessárias para o conter num cais ou numa doca seca. É medido paralelamente à linha d'água de projecto, das partes mais salientes do navio, levando em conta as partes emersas ou imersas do mesmo.
Conderim: Unidade antiga de peso na Ásia de valor entre 0,05 gr e 0,5 gr.
Contra-estai: cabo que sustem um mastro em oposição ao estai
Contra-Mezena: Mastro que fica entre o mastro grande e o mastro da mezena
Contra-Traquete: Mastro que fica entre o mastro da proa e o mastro do meio
Convés: Pavimento da embarcação. Sem qualquer referência refere-se ao convés principal. O primeiro pavimento contínuo de proa a popa, junto à borda do casco, descoberto total ou parcialmente é chamado convés principal, a parte de proa chama-se convés a vante e a parte de meia-nau, convés a meia-nau e a parte da popa, designa-se tolda. A um convés parcial, acima do convés principal e localizado na proa, chamamos convés do castelo, se localizado a popa será o convés do tombadilho e se a meia-nau será o convés superior. A um convés parcial, acima do convés superior, do castelo ou do tombadilho, chamamos convés da superstrutura. Para a denominação dos conveses que ficam abaixo do convés principal, adopta-se o seguinte critério: consideramos o principal como o primeiro convés e denominamos os demais conveses como - segundo convés, terceiro convés, assim por diante - sendo estes contados e denominados de cima para baixo. Estes espaços também podem ser denominados cobertas, porém quando usamos a esta denominação o que se chamaria segundo convés dá-se o nome de primeira coberta ao que se designaríamos como terceiro convés chamar-se-ia de segunda coberta, assim por diante. Quando abaixo do principal só existir um convés este é denominado convés inferior. Entre o piso do convés mais abaixo e o duplo-fundo da embarcação chamamos de porão.
Corais: São peças que ligam a sobrequilha ao contracadaste e à contra-roda de proa.
Corda: Medida de comprimento usada nas armações de atum.
Coroa de Barbotin: Roda fundida tendo a periferia côncava e dentes onde a amarra se aloja e os elos são momentaneamente presos durante o movimento.
Costado: Invólucro do casco acima da linha d'água. Em arquitectura naval, durante a construção do navio, quando ainda não está traçada a linha d'água, costado é o revestimento do casco acima do bojo. A superfície da carena somada a superfície do costado, representa a área total da superfície do casco.
Costura: Trabalho feito nos chicotes de dois cabos para os unir definitivamente ou num cabo apenas para fazer uma mãozinha
Cote: Volta que se dá como a laçada, mas depois em vez de o chicote ficar na posição que permite apertá-lo, puxa-se por ele na direcção do vivo do cabo, ficando assim mordido
Côvado: Medida de comprimento usada na construção naval que equivalia a cerca de 0,68 m. O Côvado das Ribeiras da Índia, medida ali usada, correspondia a 1/3 do rumo ou a dois palmos de goa. O côvado real era o nome que também davam à goa. A expressão proveio de
Crepúsculo Astronómico: Quando, de manhã ou à tarde o centro do sol está a 18º abaixo do horizonte. Já não chamamos manhã ou tarde mas sim noite pois a escuridão é total.
Crepúsculo Civil: O crepúsculo que começa de manhã ou o que acaba à tarde, em qualquer dos casos quando o centro do sol está a 6º abaixo do horizonte. Por esta ocasião, o horizonte está bem definido e são visíveis as estrelas mais brilhantes.
Crepúsculo Náutico: O crepúsculo que começa de manhã ou o que acaba à tarde, em qualquer dos casos quando o centro do sol está a 12º abaixo do horizonte. Nesta ocasição começa a definir-se o horizonte.
Crepúsculo: A claridade na transição do dia para a noite ou da noite para o dia, depois do Sol mergulhar no horizonte ou antes que nasça. Assim se consideram os dois crepúsculos: o da tarde ou vespertino e o da manhã, ou matutino.
Croque: Vara com um gancho, que serve para auxiliar nas manobras de atracação e para puxar e suspender qualquer objecto flutuante.
Cun: Antiga medida chinesa correspondente a equivalente a 3,33 cm
Cunho: Peça de metal em forma de bigorna que se fixa nas amuradas do navio, nos turcos, ou nos lugares por onde possam passar os cabos de laborar, para dar-se a volta neles.


D

Dala: Tubo ou calha que partindo de um embornal, atravessa o costado na altura do convés ou desce pelo interior do navio até próximo á linha d'agua, servindo para escoar águas do convés sem sujar o costado.
De Borboleta: [termo de vela] Navegação à popa utilizando as duas velas com amuras opostas.
Dedo: Antiga medida de comprimento que correspondia a 2/3 da polegada (16,5 mm). Considerava-se a largura do dedo com a mão espalmada.
Defensas: São protecções das embarcações, dispostas ao longo do casco nos pontos mais salientes deste, de modo a impedir que ocorram danos ao mesmo e à sua pintura quando o navio estiver atracado. Existem vários tipos de defensas, apropriadas a cada tipo de embarcação ou mesmo uso.
Derivar: Derrapar, andar para o lado.
Derrota: caminho seguido numa viagem por mar
Desatracar: Desatracar é desencostar e afastar a embarcação do cais ou de outro navio a que este esteja atracado.
Descochar: Destorcer ou desfazer as cochas de um cabo; separar os cordões de um cabo para o desfazer
Deslocamento em plena carga, máximo ou carregado: É o peso de uma embarcação quando esta estiver com o máximo de carga permitida a bordo. É o navio completo, com toda a sua tripulação e pertences, passageiros e bagagens, porões cheios, toda a carga, abastecida com víveres, combustíveis, óleos lubrificantes e água para uso humano e das suas máquinas de reserva. Porém devem ter os seus tanques de lastro e duplo fundo, absolutamente vazios.
Deslocamento leve ou mínimo: É o peso do navio completo sem tripulação e pertences, sem passageiros e bagagens, sem carga nos porões, sem estar abastecido de víveres, de água para o consumo humano, de água, combustível e óleos lubrificantes para as suas máquinas, além de terem os seus tanques de lastro e duplo fundo, absolutamente vazios.
Deslocamento normal: É o peso do navio completo, geralmente uma carga normal equivale a 2/3 (dois terços) da carga total ou máxima.
Deslocamento padrão: É o peso do navio completamente carregado como em plena carga, sem reserva de víveres, combustíveis, óleos lubrificantes e água potável.
Deslocamento: Peso da água deslocada por um navio flutuando em águas tranquilas. É igual ao peso do navio e tudo o que ele contém.
Diário de Bordo: É o livro onde se anotam e registam diversos factores que ocorrem numa viagem: a) porto e hora de largada; b) porto e hora estimada da chegada; c) quantidade de água e combustível a bordo; d) horas de motor; e) milhas do conta-milhas; f) rol de tripulante
Dormentes: São peças pregadas interiormente para as balizas, um pouco abaixo das falcas, onde assentam as bancadas ou vaus.
Drogue ou âncora flutuante: É um objecto feito de lona ou plástico, parecido com um saco de café, destinado a ajudar a manobrar em condições de mau tempo. Aguenta a proa da embarcação aproada ao vento e ao mar. Contraria a deriva de uma embarcação ou jangada pneumática pela acção do vento.
Duplo Fundo: Robusto fundo interior no fundo da carena, tem como fim resistir à pressão da água no caso de avaria no forro exterior do casco.


E

Eclusa:
Canal com duas comportas, que permite a passagem de uma embarcação de uma bacia para outra, situadas a diferentes cotas.
Eco: Sinal reflectido por um alvo e que volta á antena de radar ou ao mostrador de um ecobatímetro .
Ecobatimetria: Medição das profundidades submarinas com o ecobatímetro.
Ecobatímetro: Indica a profundidade abaixo do ponto do casco aonde está instalado o sensor.
Elevação da maré: É a altura de água, em preia-mar, acima do nível médio
Embarcação: É uma construção feita em materiais apropriados de modo a flutuar e destinada a transportar pela água pessoas e coisas.
Embotijar: cobrir completamente um cabo com um entrançado de fio ou merlim
Emendar: Acrescentar cabo
Empopada: Quando se veleja com vento a favor, vindo por trás da embarcação.
Encepar: Colocar o cepo perpendicular à haste fixando-o por meio da chaveta, normalmente numa âncora do tipo Almirantado
Enora: É o orifício por onde entra o pé do mastro, tanto na meia-coxia como no convés.
Enxárcias: São o conjunto de ovéns, colhedores (cabos que gurnem no poleame surdo para tesarem os ovéns), enfrexates (espécie de degraus feitos de cabos ou madeira que servem para os marinheiros subirem e descerem), sapatas ou bigotas (peças de poleame surdo).
Escada de Portaló: Dispositivo para embarque e desembarque no navio, a partir de terra ou de outra embarcação. Tem duas pequenas plataformas em cada uma das suas extremidades.
Escada de quebra-costas: São escadas penduradas do local que estas dão acesso, com degraus construídos em madeira ou metal amarrados por cabos.
Escada vertical: Escadas verticais fixas, são escadas colocadas verticalmente no costado, numa antepara, num mastro etc., com degraus construídos em vergalhões de ferro e sem corrimãos.
Escaleres: São embarcações de pequeno porte com a popa em painel, utilizadas como equipamentos salva-vidas e para serviços leves no porto.
Escoas: São peças ligadas interiormente às balizas, servindo para as consolidar; estão pregadas geralmente entre a sobrequilha e o princípio do encolamento da embarcação.
Escotas: São cabos de laborar que se ligam aos punhos das escotas das velas que servem para as caçar.
Escota da Grande: [termo de vela] Cabo que controla o maior ou menor afastamento da retranca da vela grande da linha longitudinal do barco.
Escotilhas: Aberturas geralmente rectangulares, feitas no convés e nas cobertas, para passagem de ar, luz, pessoal e carga (p.ex: escotilhas dos porões).
Escotilhões: Pequenas aberturas no convés usadas para a passagem de pessoas. De dimensões menores que uma escotilha. Nos navios mercantes as aberturas que servem para a passagem do pessoal chamam-se escotilhões.
Escovém: Tubo de chapa de aço que serve de passagem para a amarra e de alojamento para a âncora, se esta for do tipo patente (de engolir).
Escuna: Antigo navio à vela, de mastreação constituída de gurupés e dois mastros: o de vante, mastro de escuna, o qual enverga também vela latina quadrangular, podendo no mastro de proa largar pano redondo.
Escuna: Navio à vela com dois mastros e um só mastaréu em cada mastro. Arma pano latino podendo no mastro de proa largar pano redondo
Esganar: Dar voltas em cruz comprimindo outras já dadas em botão, cosedura, etc
Espadela: O mesmo que bolina.
Espias: Cabos que amarram um navio a um cais ou a outro navio. Devem ser leves, flexíveis e resistentes à tensão; podem ser feitos de aço, nylon, fibras ou mistos.
Espicha: Instrumento para trabalhar cabos. Usa-se para alargar os cordões.
Estabelecimento do porto: Diferença entre a passagem da Lua no meridiano do porto e a hora da preia-mar, quando for lua nova ou lua cheia e o Sol estiver no equador a distância média da Terra
Estai: Cabo de aço que fixa os mastros e mastaréus no sentido de proa à popa. Normalmente em aço. Também é corrente denominar de estai a vela que enverga neste cabo.
Estaiamento: Conjunto de cabos (estais e brandais) que mantém o mastro em pé.
Estaleiro: Instalação onde se constroem e/ou reparam embarcações.
Estanque: Sem fendas ou aberturas por onde entrem ou saiam líquidos. Convés estanque - É o convés construído de modo a que este seja perfeitamente estanque à água, tanto de cima para baixo, como de baixo para cima.
Estanquidade ou estanquicidade: Qualidade de estanque. É a propriedade que deve possuir o casco de permanecer intransponível pela água em que flutua, qualquer que seja o estado desta.
Esteira: Bordo inferior da vela desde o punho da amura ao punho da escota. (ver testa e valuma)
Estibordo (EB): Lado direito de quem está na embarcação olhando em direcção à proa.
Esticador: Ou macaco esticador é uma peça aplicada ao chicote de certos cabos, como brandais, para os atesarem
Estingues: São cabos de laborar, que servem para carregar os punhos das escotas aos lais ou aos terços das vergas.
Estofo da maré: Intervalo de tempo onde não há corrente de maré. Corresponde à mudança do sentido da maré
Estribos: São cabos fixos que prendem aos terços das vergas um para cada lais, formando seio, que servem para os marinheiros andarem por cima deles.
Estropos: cabos ligados à embarcação por onde esta é içada

F    

Faceira:
Poleame de laborar feito de madeira, com roldana de gornes, que se prende em qualquer ponto do navio, mas de ordinário junto ás romãs dos mastros ou mastaréus.
Facho: Farol de guia para navios.
Faina: Todo e qualquer trabalho a bordo.
Faísca: Nos barcos rebelos e nos rabões, a ultima fiada do tabuado do costado a contar de baixo para cima.
Falcaça: Trabalho feito nos chicotes dos cabos para não descocharem.
Falcas: São as tábuas superiores do costado dos dois bordos que encostam aos alcatrates.
Falsa Amura: [termo de vela] Navegação à popa em que a retranca da vela grande vai na mesma amura em que o barco recebe o vento.
Faróis de Borda: designa um farol de verde colocado a estibordo e outro de luz vermelha a bombordo projectando luz num arco de horizonte de 112º30’ colocados de forma a mostrar a luz desde a proa até 22º30’ para ré do través do bordo respectivo
Faróis de Navegação: As luzes de navegação de uma embarcação. Visíveis de frente, vermelho a bombordo e verde e estibordo. Branca vista da popa
Farol de Mastro: Designa um farol de luz branca projectando luz num arco de horizonte de 225º para vante
Farol de Popa: Designa um farol de luz branca colocado tão próximo quanto possível da popa, projectando luz num arco de horizonte de 135º para ré
Farol de Reboque: Designa um farol de luz amarela com as mesmas características de um farol de popa
Farol de Relâmpagos: Designa um farol de relâmpagos regulares com um ritmo de 120 ou mais relâmpagos por minuto
Farol Visível em Todo o Horizonte: Designa um farol cuja luz é visível sem interrupção num arco de 360º
Farol: Construção notável num ponto da costa para aviso e prevenção à navegação
Fateixa:  Ancorote, sem corpo, com 4 braços dotados de patas e unhas. Este ferro é normalmente usado por pescadores por unhar bem em fundos de rocha. Usam-se também em embarcações pequenas pelo facto de algumas poderem encolher os braços
Fen: Antiga medida chinesa equivalente a 0,1 cm.
Ferro: O mesmo que âncora. As âncoras são geralmente chamadas, a bordo, os ferros do navio.
Fiel: Pequeno cabo que se usa para prender um elemento da palamenta ou do equipamento.
Filame: É o comprimento da amarra que está sendo usada em determinado momento. Vai da proa até o ferro e deve ser de 5 a 7 vezes a profundidade do local.
Flutuabilidade, reserva de: É o volume da parte do navio acima da superfície da água e que pode ser tornada estanque. Na maioria dos navios, é o volume compreendido entre a zona de flutuação e o convés principal, mas em alguns refere-se também às superestruturas como o castelo de proa e o tombadilho, que podem ser estanques. A reserva de flutuabilidade exprime-se em percentagem do volume deslocado pelo navio. Para um navio imergir por completo, é necessário carregá-lo com um peso igual ao peso da água necessária para preencher o volume definido como a reserva de flutuabilidade.
Flutuabilidade: É a propriedade de poder permanecer na superfície da água, mesmo com sua carga completa.
Flutuação: Acto ou efeito de flutuar. Movimento oscilatório, ondulação. Ver Linha de flutuação.
Folgar: Soltar as escotas para andar mais arribado. Deixar que as velas fiquem mais soltas quando o vento entra no través p/ a popa. Objectivo: ganhar velocidade.
Forquetas: São peças de ferro ou latão, onde assenta o forro do remo.
Forrar: Cobrir completamente um cabo com uma camada de voltas redondas de fio ou merlim
Fundear: O mesmo que ancorar. Largar para o fundo uma âncora de modo a embarcação ficar segura
Furacão: Vento repentino e impetuoso de origem ciclónica.
Furador:
Fuzis (ou Elos):
anéis das correntes da amarra


G

Gabaritagem:
Construção dos modelos das diferentes peças de um navio.
Gabarito: Modelo de tamanho natural que representa o comprimento e largura e a grossura das partes do navio e cujas indicações servem de base para a construção do mesmo.
Gabarra: Embarcação de carga e transporte, de características muito variáveis.
Gabarreiro: Arrais de gabarra.
Gabiagem: Serviço feito nos cestos de gávea ou concernente a eles.
Gacheta: Entrelaçado de cabo com vários aspectos usado em trabalhos de adorno
Gaio: Cabo que aguenta o pau de palanque (ou de spi) de modo a este não subir
Gaiúta do Motor: Armação que cobre a abertura no convés acima da casa da máquina, abertura esta com dimensões suficientes para que se possa retirar o motor da embarcação.
Gaiúta: Armação construída em madeira ou metal, com que se cobrem as escotilhas destinadas a entrada de ar e luz para o interior do navio.
Galão: Medida de capacidade. O galão imperial ou galão inglês corresponde a 4,55 litros enquanto que o galão americano a 3,78 litros.
Galope:
Garateia:
Mesmo que fateixa, mas sem patas. Serve para “rocegar” objectos que se perdem no fundo do mar.
Garbino: Vento que sopra de Sudoeste
Garrar: Quando a âncora não está presa ao fundo do mar e portanto não segurando o barco, sendo arrastada pelo mesmo.
Garroa: nome dado ao vento fresco de Sudoeste na região de Setúbal. Os pescadores da região de Moçâmedes aplicam também o mesmo nome ao vento rijo também de Sudoeste
Garruncho: peça de fixação de uma vela ao estai
Gata: vela redonda que se arma por cima da mezena
Gateira: Abertura no convés, por onde a amarra desce para o paiol da amarra.
Gato de escape: Gato no qual o bico rebate e pode soltar rapidamente um cabo ao final da manobra de reboque ou em uma emergência.
Gato: Gancho ou olhal.
Gáveas: São o conjunto de todas as vergas ou velas que cruzam por cima dos papa-figos. Velas que se envergam nas vergas de gávea, as segundas a contar de baixo.
Gave-tope: Vela latina que arma no mastaréu do mesmo nome
Gen: Antiga medida chinesa usada em navegação equivalente a 30 km.
Genoa: Vela de proa maior que um estai
Giba: Vela triangular que enverga ante a vante da bujarrona
Goa: O nome desta antiga medida usada na construção naval nada tem a haver com Goa da Índia Portuguesa. É um aportuguesamento da palavra francesa goue, uma medida usada em França na construção das galés. Equivalia a três palmos de goa, cerca de 0,75 cm.
Gola: Componente do Escovém; parte saliente do costado, feita em aço fundido.
Gornir: Enfiar o cabo pelo gorne (abertura)
Governaduras: Peça semelhante á dobradiças que servem para prender o leme ao cadaste.
GPS: Sistema de navegação que utiliza sinais emitidos por satélites geo-estacionários, dá leituras de posição a qualquer momento, é extremamente preciso e de dimensões bastante reduzidas.
Gravana: Vento fresco que sopra do sul ao sudoeste no Golfo da Guiné
Greco ou Gregal: vento que sopra da Grécia ou do Nordeste
Gualdropes: Cabos ou correntes que accionados pela roda de leme movimentam a porta do mesmo.
Guarda-Mancebos: São cabos fixos existentes no gurupés, paus da bujarrona e giba, que servem para os marinheiros se segurarem.
Guarda-Patrão: É uma tábua colocada de bombordo a estibordo, entre os locais onde se sentam os passageiros e o patrão.
Guardim: Cabo de manobra do pau de carga. Permite colocar o pau numa determinada prumada. Os guardins são constituídos por braçalotes (cabo que liga directamente ao pau de carga e por talhas (talhas dos guardins). As talhas permitem esticar o guardim para manter o pau de carga fixo na posição.
Guinda: É a altura dos mastros ou mastaréus.
Gurupés: Pode-se considerar um mastro real, que espiga para fora da roda de proa no sentido longitudinal do navio ou embarcação, que se destina a dar mais espalho aos estais do mastro do traquete. Chamavam-lhe os marinheiros antigos a chave da mastreação.
 
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