Últimas VOR

Volvo Ocean Race Press Information
Official Press Information from the Volvo Ocean Race 2008-09
  • Telefónica Blue Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1552 GMT
    We are very happy bunch, passed both Puma and our teammates. I think Puma simply just forgot about the scoring gate, why would you otherwise give these points away? But we sailed well, we took over 30 miles out of our sistership in the last 24 hours, who we know have the same sails, and [...]
  • Daily Story Leg Two Day 6: Points North
    Ericsson Racing Team made it a one/two this morning when Torben Grael/BRA and his team racing Ericsson 4 cruised through the scoring gate on leg two of the Volvo Ocean Race at 0340 GMT, adding another four points to their tally, bringing their total to 18.  On their heels was Anders Lewander/SWE and his Nordic [...]
  • Team Russia Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1159 GMT
    Very happy with the 2.5 points we just picked up at the scoring longitude of 58E and boat, sails and crew in one piece. We had lots of discussion during the preparation period about the concept of the boat and, to be honest, it feels very good to sit on a solid boat in the [...]
  • Green Dragon Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1127 GMT
    We are thrilled to get 3rd place and 3 points at the Mauritius scoring gate. This has been our sole focus since breaking the boom 2 days ago. We seem to be able to sail downwind with spinnakers quite well, and even now reaching with one reef seems OK. It’s upwind sailing that we must [...]

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Léxico Náutico II

Conjunto de termos náutico utilizados Parte II

H

Habita: Primeiro pavimento a contar de baixo, do castelo de proa dos galeões e das naus, onde dormia a marinhagem.
Haliêutica: Arte da pesca.
Harmatão: Vento muito quente e seco, o qual, de Dezembro a Fevereiro sopra do NE da costa ocidental da África
Haste: Parte comprida e central da âncora entre a cruz e o anete.
Hastear: Içar, arvorar, fazer subir (normalmente sinais)
Hastilha: Chapas colocadas verticalmente no fundo do navio, em cada caverna, aumentando a altura destas na parte que se estende da quilha ao bojo
Higrómetro: Mede a humidade relativa do ar.

I

Ianque:
Vela latina de proa com punho da escota muito alto, envergada quando o mar está quebrando á proa, o que evita a ser rasgada a vela.
Iate: Navio a vela, de mastreação constituída de gurupés e 2 (dois) mastros, em geral inteiriços, com velas latinas quadrangulares e gafetopes. Embarcação a vela ou a motor destinada a recreio ou regata. Embarcação luxuosa, para transporte de pessoas em recreio.
Idade da maré: Intervalo de tempo entre o instante da passagem da Lua pelo meridiano do lugar (em que a Lua é nova ou cheia) e aquele em que se dá a maré de maior amplitude
Impulsão: Pressão que age normalmente à superfície imersa do casco.
Iole: Embarcação de recreio de dois mastros. Ao contrário do ketch a roda de leme fica à frente da catita ou mezena
Ir à Garra (ou Garrar): Arrastar sem que consiga unhar
Ir à Rola: Ir ao sabor do vento e do mar
Isba: Unidade angular equivalente a 1º37' usada pelos pilotos árabes no Índico na avaliação das latitudes. Media-se pondo o dedo na horizontal com o braço esticado.
Isofase: Quando a duração da luz é igual à da obscuridade.

 
J

Jarra:
Medida de capacidade equivalente a cerca de 45 litros.
Jaú: Na Índia era uma medida de itinerário equivalente a cerca de 3 ou 4,5 léguas.
Jiao: Antiga medida angular chinesa que era 1/4 de Zhi.
Joanetes: São o conjunto de todas as vergas ou velas que cruzam por cima das gáveas.


K

Ketch:
embarcação de recreio de dois mastros em que a roda de leme fica atrás da mezena


L

Lacraia:
Espécie de canoa.
Lambareiro: Gato (ou gancho) ligado a um cabo para suspender âncora pelas unhas
Lampejo: Quando num mesmo período a duração da luz é menor do que a obscuridade.
Lancha: Embarcação de pequeno porte de propulsão a motor usada para navegação costeira de recreio, ou no transporte de pessoas e/ou objectos e para outros serviços dentro dos portos. A maior das embarcações miúdas empregadas em serviços a bordo dos grandes navios, usada para transportar objectos e pessoal do navio para o porto e vice-versa, espiar os ferros e outras actividades. Qualquer embarcação miúda com propulsão a motor.
Largar Ferro: soltar a âncora e deixá-la cair para o fundo ficando ligada ao barco pela amarra
Lariço: vento bonançoso que sopra na baía de Cascais
Lastrar: Lastrar ou fazer o lastro de um navio é colocar um certo peso no fundo da embarcação para aumentar a estabilidade ou trazê-lo à posição de flutuação direita, melhorando as condições de estabilidade e imersão do hélice.
Lastro: Tudo o que se coloca no fundo dos porões de um navio para lhe dar estabilidade, geralmente, quando este estiver vazio. Lastro é o peso que lastra o navio. É comum em navios de carga, que ao saírem de um porto leves, usarem lastro a fim de torná-lo mais pesado, para melhorar sua estabilidade.
Légua marítima: Medida de comprimento que entre nós correspondia aproximadamente a 3,2 milhas ou 5,9 km.
Leme: É o dispositivo destinado ao governo de uma embarcação. O leme é constituído, no mínimo, pelas seguintes partes: madre (parte do leme que encosta ao cadaste), cabeça ou cachola (parte de cima da madre) e porta do leme (parte mais larga que actua sobre a água).
Lestada: Vento que sopra forte de Leste
Levante: Vento quente e seco que sopra de Leste no Mediterrâneo e se faz sentir no Algarve principalmente durante o Verão
Li: Medida chinesa correspondente a 0,5 km .
Lingas: Peças feitas em cabo de aço para suspensão de cargas.
Linha Base: Intersecção do plano da base moldada por qualquer dos outros dois planos de referência.
Linha de água: Linha que separa as obras vivas das obras mortas
Linha de Bolina: [termo de vela] Também chamada layline é a linha para além da qual não é necessário navegar para alcançar um destino à bolina.
Linha de Centro: Intersecção do plano diametral por qualquer outro plano horizontal ou por qualquer plano vertical transversal.
Linha de vida: Cabo que se fixa ao arnez e a um ponto da embarcação de modo a que um tripulante não seja levado pelo mar
Linha: Medida de comprimento que correspondia a 1/12 polegada.
Linhas de água: É uma faixa pintada com tinta especial no casco dos navios, de proa a popa, sua aresta superior corresponde a linha de flutuação leve (Normalmente usada desse modo em navios de guerra). São as intersecções do casco por planos horizontais. Elas aparecem em verdadeira grandeza no plano de linhas de água e são usualmente denominadas de acordo com a sua altura acima do plano base.
Linhas de balizas: São as intersecções do casco por planos verticais transversais. Elas aparecem em verdadeira grandeza no plano de balizas e são numeradas normalmente seguidamente de vante para ré. Para isso, a linha de base é dividida em 10, 20 ou 40 partes iguais, conforme o tamanho do navio e a precisão desejada, e por cada divisão é traçada uma baliza. Geralmente nos dois intervalos de vante e de ré traçam-se balizas intermediárias. A baliza de número zero coincide com a perpendicular de vante.
Linhas de flutuação: São as linhas em que o navio flutua. Linha de flutuação, ou simplesmente flutuação, é a intersecção da superfície da água com o contorno exterior do navio. Um navio a plena carga define uma linha de flutuação carregada ou flutuação em plena carga. Um navio leve define uma flutuação leve e um navio no deslocamento normal define uma flutuação normal. Em muitas vezes não são paralelas às linhas d'água referentes aquelas do plano de linhas d'água, devido a distribuição das cargas a bordo. A linha de flutuação correspondente ao calado para o qual o navio foi projectado, coincide com a chamada linha d'água projectada.
Longarinas: Peças colocadas de proa a popa, na parte interna das cavernas, ligando-as entre si, constituintes da ossada para reforço da estrutura.
Luzes alternadas: Quando um mesmo farol exibe luzes de mais de uma cor.

 

M
Macaco (esticador):
Peça de metal dotada de parafuso. Serve para tesar os cabos de aço do estaiamento.
Macete de forrar:
Madre do leme:
Peça do leme onde se fixam as governaduras e a porta.
Maestro: vento do quadrante de Noroeste
Malagueta: Peça em forma de cabo de lima que serve para prender cabos. Peça da roda de leme que serve para pegar. Peças similares às da roda de leme para fixar, com voltas falidas, os cabos de manobra
Manilha: Peça metálica em forma de "U" em cujos topos abertos passa uma cavilha de forma a poder ser fechada. Serve para ligar correntes, etc
Mão ou Mãozinha: Espécie de alça num chicote
Mão: Antiga medida de peso que era usada na Índia. No início do séc. XVII equivalia a 24 arráteis. Como medida de capacidade, também na Índia, correspondia a cerca de 12 canadas, podendo no entanto variar de local para local.
Mão-travessa: Antiga medida de comprimento que correspondia a cerca de 0,45 do palmo comum, cerca de 10 cm.
Marcação: O ângulo medido pela agulha de marear entre a direcção de um alvo e o rumo da embarcação.
Marear as velas: Regulá-las com o auxílio das escotas, de acordo com a direcção dos ventos. Um dos factores mais importantes para aumentar a velocidade da embarcação.
Mareiro: Vento que sopra do mar para terra
Marés-mortas: Ocorrem durante os quartos crescentes e minguantes e caracterizam-se por preia-mares de fraca elevação e baixa-mares pouco baixas
Marés-vivas: Ocorrem durante a lua nova e cheia e caracterizam-se por preia-mares de grande altura e baixa-mares muito baixas
Mas: Unidade antiga de peso na Ásia equivalente a 20 conderins. Teria o peso equivalente a 1,166 gr.
Massame de Laborar: São todos os cabos que servem para a manobra das velas do navio.
Massame Fixo: É o conjunto dos cabos que aguentam a mastreação: ovéns, brandais, estais, patarrazes e cabrestos.
Massame: É o conjunto de todos os cabos existentes a bordo e que se divide em fixo e de laborar.
Mastaréus: Existem dois tipos: mastaréus de gávea (são os que espigam por cima dos mastros reais) e os mastaréus do joanete (são os que espigam por cima dos mastaréus da gávea). Dividem-se também os mastaréus em três partes, como os mastros: pé, romã e calcês. Ao ex
Mastreação: O conjunto de mastros de uma embarcação. É o conjunto de mastros, mastaréus, vergas e antenas de um navio. Nos veleiros, os mastros têm a função primordial de suportar as velas (aparelho propulsor do navio) e, por isso, constituem partes vitais do navio. Nos navios de propulsão mecânica, os mastros têm diversas funções, servindo de suporte para: adriças e vergas de sinais, antenas de radar, ninhos de pega, paus de carga nos navios de carga, instrumentos de controlo e postos de observação de tiro nos navios de guerra.
Mastro: Peça de madeira ou metal, de secção circular, colocada no plano diametral, em direcção vertical ou um pouco inclinada para a ré, que se arvora nos navios. Serve para que nele sejam envergadas as velas (nos navios de propulsão a vela) ou para aguentar as vergas, antenas, paus de carga, luzes indicadoras de posição ou de marcha, além de diversos outros acessórios (nos navios de propulsão a motor).
Mastros Reais: São vergônteas fixas que existem a bordo, colocadas na posição aproximadamente vertical, destinadas a aguentarem o impulso das velas, quando largadas ao vento. Os mastros dividem-se em três partes: pé (é a extremidade inferior do mastro e assenta numa peç
Mata-vacas: Nome que nos Açores dão ao vento Nordeste
Meia nau: É a parte do casco compreendida entre a popa e a proa. As palavras Popa, Proa e Meia nau não definem uma parte determinada do casco, mas sim uma região do mesmo.
Meia Volta: Cabo que circunda uma única vez
Meia-Coxia: É uma tábua fixa geralmente para as duas bancadas de proa com um orifício por onde o pé de mastro entra.
Meia-coxia: É uma tábua fixa geralmente para as duas bancadas de proa com um orifício por onde o pé de mastro entra.
Meia-Nau: A mediania da embarcação
Meio-Navio: Região da embarcação a meio do seu comprimento
Mesa de malaguetas: Local onde ficam colocadas as malaguetas .
Metacentro: Ponto cuja posição determina a estabilidade dos corpos flutuantes. Em relação às embarcações é necessário definir 2 (dois) conceitos básicos de metacentro, o Metacentro transversal (M) e o Metacentro longitudinal (M'), que dizem respeito, respectivamente ao equilíbrio transversal e ao equilíbrio longitudinal de uma embarcação. No equilíbrio transversal de uma embarcação levamos em conta o centro de carena (C), O centro de gravidade (G), o centro de flutuação (O) e o plano diametral (K) (neste caso representado por uma linha vertical) e o metacentro transversal (M). Metacentro transversal é o encontro do eixo vertical que passa pelo centro de impulsão (C) e o eixo do plano diametral que passa pelo centro de flutuação (O) e o centro de gravidade (G). Quando estes dois eixos formam um ângulo igual a zero o metacentro é um ponto fixo, chamado metacentro inicial. Metacentro longitudinal é o encontro do eixo vertical que passa pelo centro de impulsão (C) e o eixo do plano transversal que passa pelo centro de flutuação (O) e o centro de gravidade (G).
Mezena: Vela que enverga no mastro da mezena, o mastro que fica mais à popa.
Milha náutica: É o comprimento do arco de 01 (um) minuto do perímetro médio do globo terrestre. Como a terra não é rigorosamente esférica, o seu valor varia se a medida for adoptada num meridiano ou no equador. A milha náutica é igual a 1.853,55 metros, que é a média da medida de 01 (um) minuto no meridiano e 01 (um) minuto no equador.
Miliare: Unidade de peso usado em Veneza. O miliare grosso (séc. XIII) tinha cerca de 477 kg e miliare subtil (séc. XIV) 301 kg.
Minuano: vento oeste frio do Sul do Brasil, que costuma soprar com violência depois da chuva, no inverno. Vem dos Andes e passa pela antiga zona dos índios Minuanos, de quem tomou o nome
Mistral: vento seco e frio dos quadrantes do Norte que sopra no Sul de França. Faz-se sentir entre esta região, as Baleares e a Córsega
Mísulas: São peças fixas interiormente para o costado, servindo para aguentar os assentos de ré.
Mísulas: São peças fixas interiormente para o costado, servindo para aguentar os assentos de ré.
Moio: Medida de capacidade correspondente a 60 alqueires.
Moitão: Peça de poleame de laborar, só com uma roldana, empregada em muitos serviços do navio.
Moitão de rabicho:
Molinete: Coroa de Barbotin, saia ou ambos, montados num eixo horizontal comandado à mão, máquina ou ambos. Geralmente é duplo, isto é, tem duas coroas e duas saias; assim um guincho pode atender a duas amarras.
Monção: Vento periódico soprando por largo período de tempo nas regiões do Oceano Índico. A Monção de Verão sopra de SW de Abril a Outubro acompanhada de grandes chuvadas, sendo também conhecida por estação das chuvas. A mudança da direcção do vento, que passa a
Mordedor: Usado para prender adriças, amantilhos, escotas, etc.
Mordente: Aparelho fixado no convés e colocado na linha de trabalho da amarra, entre o cabrestante e o escovém. Tem por fim aguentar ou suster a amarra.
Morder: Entalar ou apertar o cabo para impedir que corra
Mosquetão: Peça metálica de abertura rápida aplicada nos chicotes dos cabos, para que estes se possam fixar nos punhos das velas

N

Nadir: Ponto onde a vertical que passa por um lugar na terra encontra a esfera celeste no lado oposto ao zénite
Nascimento do Sol: É geralmente definido como o instante em que o limbo superior do Sol toca no horizonte do observador.
Nau ou Nave: Expressões antiquadas para definir uma construção de grande porte, feita em materiais apropriados de modo à flutuar e destinada a transportar pela água pessoas e coisas.
Naufragar: Ir a pique, soçobrar (a embarcação). Sofrer naufrágio (os tripulantes e/ou os passageiros).
Naufrágio: Acto ou efeito de naufragar. Perda de uma embarcação em virtude de encalhe ou de outro acidente marítimo.
Naulu: Vento que sopra contrário ao vento Ukiukiu na ilha de Maui no Havai
Nauta: Aquele que navega; navegador, marinheiro.
Náutica: Ciência e arte da navegação sobre a água.
Naval: Relativo a navio ou a navegação.
Navegação costeira - É a que se faz tomando pontos em terra como guia, faróis, torres, picos, ilhas, pontas e outras referências geográficas, constantes das cartas náuticas.
Navegação de cabotagem - É a navegação mercante realizada em águas costeiras de um só pais, ou em águas marítimas limitadas.
Navegação de longo curso - É a navegação mercante realizada em alto mar, através dos oceanos, unindo portos de diversos países e continentes.
Navegação fluvial - É a que se faz em rios e canais interiores.
Navegação interior - É a que se efectua no interior dos continentes, utilizando-se rios, lagos e canais interiores, e compreende a navegação fluvial e a navegação lacustre.
Navegação lacustre - É a que se faz em lagos, lagoas e represas.
Navegação marítima - É a que se faz nos mares e oceanos.
Navegação: Acto ou efeito de navegar. Arte de conduzir com segurança uma embarcação, no mar; em lagos ou lagoas; em rios ou canais, de um ponto a outro da superfície do globo terrestre. Viagem por mar.
Navegador: Que navega. Que sabe navegar. Perito ou encarregado, numa aeronave ou navio, dos cálculos de navegação.
Navegar: Percorrer (o mar e, por extensão, a atmosfera ou o espaço cósmico) em navio, embarcação, aeronave ou outro veículo apropriado.
Nível médio: Plano horizontal que passa pelo ponto de altura média de uma série de preia-mares e baixa-mares sucessivas
Nó: Medida de velocidade equivalente a uma milha marítima (1.852 m) por hora.
Nortada: Vento forte do Norte ou de direcções próximas, que sopra na costa portuguesa especialmente durante o Verão
Notos: vento Sul. (irmão de Bóreas e Zéfiro na mit. grega)


O

Obras mortas: parte do casco de uma embarcação que não está submersa
Obras vivas: parte submersa do casco de uma embarcação
Ocaso: é geralmente definido como o instante em que o limbo superior do Sol toca no horizonte do observador.
Olho de Plimsol: Marca de Plimsol
Onça: Antiga medida de peso equivalente 1/16, ou em certos casos, 1/14 do arrátel. Era aproximadamente 28,7 gramas.
Orçar: Guinar para barlavento. Aproximar a proa do barco da direcção do vento
Ovéns: São os cabos que aguentam os mastros de bombordo a estibordo e fazem parte das enxárcias. O conjunto de ovéns forma a enxárcia

P

Painel de Popa: É o forro exterior (corte direito) que reveste o esqueleto da popa.
Palamenta: São todas as peças móveis consideradas indispensáveis a bordo de uma embarcação,
Palha: É a espessura dos mastros ou mastaréus. Nos navios que possuírem gurupés e que tenham mastaréus da gávea, deve o gurupés ter também o pau da bujarrona. Nos navios que possuírem mastaréus da gávea e do joanete, deve o gurupés ter os paus de bujarrona e de
Patesca: Roldana
Patolas: Peças de aço para melhorar a suspensão de cargas. As patolas de bicos servem para suspender caixotes. Patolas de garras para toros de madeira. Patolas simples ou múltiplas para tambores ou barris.
Palheta de forrar cabos:
Palmo de Goa: Era igual ao palmo craveiro mais o comprimento do polegar até à primeira articulação e tinha 24,5 cm. Correspondia a um terço de uma goa.
Palmo geométrico: correspondia à largura de quatro dedos atravessados sendo cada dedo igual a 4 grãos de cevada.
Palmo: Muito usado em Portugal. O palmo comum ou palmo craveiro media 22 cm. Era também conhecido por palmo ordinário, palmo redondo, palmo de vara ou ainda por palmo singelo. O palmo de côvado tinha 34/33 do palmo comum, ou seja cerca de 22,6 cm.
Pampeiro: vento sudoeste violento que sopra na costa Brasileira e Argentina, acompanhado de chuvas, cuja duração pode ir de 6 a 26 horas
Paneiros: São uma espécie de estrados feitos de madeira, que servem para proteger o fundo da embarcação.
Papa-Figos: São o conjunto de todas as vergas mais baixas ou velas que nelas envergam.
Papoilas: São peças de poleame de laborar só com uma roldana, sendo a caixa em forma alongada, e são empregadas junto dos mastros reais dos navios de vela para dar passagem aos cabos da manobra das referidas velas. O conjunto das papoilas na mesa toma o nome de mes
Passador:
Passo geométrico: Tinha 5 pés e era usado pelos geógrafos.
Passo: Medida de comprimento múltipla do pé. O passo singelo podia ter 2, 2,5 e 3 pés consoante o uso. O passo dobrado era o dobro do singelo.
Patarrazes: São cabos fixos que servem para aguentar o gurupés, paus da bujarrona e giba de bombordo a estibordo.
Patesca: Peça de poleame de laborar, só com uma roldana, e a alça possui uma abertura para dar entrada ao seio dos cabos. São muito empregadas para retornos dos cabos.
Patilhão: acrescento aplicado na quilha para aumentar a estabilidade e a resistência ao abatimento numa embarcação à vela
Pau Botaló: É uma pequena vergôntea que espiga para fora da popa de algumas embarcações, que serve para caçar a escota da vela chamada catita.
Pau da Bujarrona: É uma vergôntea correspondente ao mastaréu da gávea, com a diferença que espiga para fora do gurupés.
Pau da Giba: É uma vergôntea correspondente ao mastaréu do joanete, com a diferença que espiga para fora do pau da bujarrona.
Pau de Palanque: Vara onde amura o balão
Pau de Pica-Peixe: É uma pequena vergôntea colocada na posição vertical, que fica por debaixo do gurupés e que se destina a dar espalho aos estais da bujarrona e da giba.
Pau de Spi: O mesmo que pau de palanque
Paus de Cutelos: São vergônteas que espigam para fora dos lais das vergas dos navios redondos, só nos papa-figos e gáveas.
Paus de Voga: São peças de madeira que se colocam nas castanhas e que servem para os remadores fixarem os pés quando remam.
Pé: Medida linear inglesa usada nos meios marítimos ainda hoje em uso. Tem 12 polegadas e equivale aproximadamente a 30,5 cm.
Pegas: São peças de madeira ou de ferro, conforme a construção do navio, com duas aberturas, sendo uma quadrada para enfiar na parte facetada do galope do mastro ou mastaréu e a outra em círculo por onde passam os mastaréus. O gurupés também tem pega para dar sa
Pés de Carneiro: São umas peças que assentam na sobrequilha e ao meio das bancadas, servindo para as reforçar.
Piano: Aparelho múltiplo que impede um conjunto de cabos de correr. Permite um esforço maior que um mordedouro
Picadeiro: Conjunto de peças para assentamento do navio em doca seca.
Pico ou Picul: Antigo peso da China, e adoptado em Timor, que correspondia a 100 cates. Teria o valor aproximado de 61,5 kg. Um pico da China equivalia a 100 arráteis de 20 onças cada.
Pinha: Espécie de cabeça de cordões entrelaçados geralmente nos chicotes
Pipa: Medida de capacidade de carga equivalente a meio tonel.
Poço: Numa embarcação de recreio, o desnível no convés onde habitualmente se comanda o barco.
Polaca: Vela latina triangular que se enverga à proa em ocasiões de mau tempo
Poleame de Laborar: É todo aquele que possui roldanas, tais como: moitões, cadernais, patescas, catrinas e papoilas.
Poleame Surdo: É todo aquele que não possui roldanas, tais como: bigotas, sapatas, caçoilo e polés.
Poleame: É o conjunto de todos os moitões, cadernais, patescas, catrinas, papoilas, bigotas, sapatas, caçoilos, polés, existentes a bordo de um navio e divide-se em poleame de laborar e surdo.
Polegada: Medida de comprimento que corresponde a 2,54 cm.
Polés: São peças de poleame surdo, ainda actualmente empregadas em navios à vela e também para suspensão dos toldos, tomando estas o nome de polé do prigalho.
Ponente ou Poente: Vento de oeste
Pontal: Distância que vai da parte superior da quilha ao convés da embarcação
Popa: Parte de trás de uma embarcação
Porta do leme: Parte inferior do leme que trabalha na água
Preia-mar: O maior nível atingido pelas águas no fim da enchente. Tal como na baixa-mar os termos preia-mar inferior e preia-mar superior aplicam-se da mesma forma
Proa: Parte da frente de uma embarcação
Puelche: Ventos que atravessam a Patagónia argentina vindos do Atlântico que ao chegarem ao litoral chileno chocam com os ventos do Pacífico viram para Norte com rajadas geladas
Punho da amura: Canto da vela que fica inferiormente junto ao mastro ou ao estai
Punho da adriça: [termo de vela] Canto superior da vela formado pela testa e pela valuma.
Punho da boca: Numa vela quadrangular, é o punho superior situado junto ao mastro
Punho da escota: Canto da vela onde fixa a escota
Punho da pena: Nas velas triangulares é o punho pelo qual é içada a vela. Nas quadrangulares é o punho superior e exterior
Punho do gurutil: Nas velas redondas fica nos extremos do gurutil


Q

Quarta: Uma das 32 partes em que a rosa-dos-ventos está dividida. Corresponde a 11º15'.
Quartilho: Antiga medida de capacidade que levava 1/4 de canada cerca de 0,35 l. No séc. XVI três quartilhos era a ração diária de vinho.
Quilha: É uma peça de madeira ou de ferro, conforme a construção da embarcação, colocada no sentido longitudinal e é considerada a peça mais importante da embarcação.
Quintal: Antiga medida de peso que correspondia aproximadamente a 60 kg. O quintal de peso grande ou ordinário tinha 4 arrobas de 32 arráteis e 16 onças por arrátel. O quintal de peso pequeno tinha 4 arrobas de 28 arráteis de 14 onças por arrátel. Oito quintais de


R

Rabanada: Rajada ou Pé-de-vento
Rafa: Rajada de Vento
Rajada: Vento que, de quando em quando, sopra com maior intensidade.
Ré: Parte de trás de uma embarcação
Recorrer: Deixar correr as voltas dadas sem as desfazer, folgando-as ou aliviando-as.
Refrega, Refega ou Rafega: Vento forte de fraca duração, menos forte que a rajada.
Regeira: Cabo de amarração que vindo da proa fixa no cais à ré ou vindo da popa fixa no cais a vante
Remos: São peças de madeira que servem para dar andamento á embarcação e dividem-se em: pá (parte do remo que mergulha na água), forro (parte do remo que assenta na forqueta ou toleira) e punho (parte do remo onde o remador pega quando rema).
Repique: Salto de vento para outro rumo
Repiquete: Salto de vento para outro rumo
Retrancas: São vergônteas móveis, existentes a bordo dos navios ou embarcações, colocadas na posição horizontal, onde envergam as esteiras das velas. As retrancas dividem-se em boca (partes que encostam aos mastros) e lais (extremidades opostas às bocas).
Rizar: Reduzir o pano das velas
Rize: Cabo que ajuda a manter o pano reduzido
Robaletes: São peças pregadas exteriormente no sentido proa-popa na altura do encolamento, servindo para amortecer o balanço de bombordo a estibordo.
Roda de Proa ou Talha-Mar: É o seguimento da quilha à proa, parte que corta o mar.
Rondar: Puxar o cabo de uma talha até tirar a folga.
Rosa-dos-ventos: Círculo onde estão marcados os 4 pontos cardeais, com os quadrantes intermédios divididos em quartas, meias-quartas e quartos
Rufo:
Rumo: Medida linear usada na antiga construção naval equivalente a seis palmos de goa, cerca de 1,5 m.

S

Salma: Unidade de capacidade que equivalia a cerca de 282,20 l. Um tonel português equivalia a cerca de 6 salmas.
Salto da popa:
Samatra: Temporal violento e normalmente de fraca duração que se levanta no estreito de Malaca vindo de Samatra
Sapatas: São peças de poleame surdo. Existem sapatas lisas e sapatas dentadas e qualquer delas serve também para rondar os cabos fixos dos mastros. A caixa da sapata lisa tem uma abertura lisa por onde passam os cordões do colhedouro; a caixa da sapata dentada, po
Sapatilho: Peça para reforçar a alça de um cabo; aro em meia-cana de forma oval para reforço das mãos ou alças dos cabos.
Sarretas: São tábuas colocadas por cima das balizas e no sentido da proa á popa, que servem também para proteger, o fundo da embarcação e geralmente são três por cada bordo.
Sarrilho: Tambor horizontal manobrado à mão, no qual dão volta as espias para se conservarem colhidas e bem acondicionadas.
Sat Nav: Sistema de navegação que utiliza sinais emitidos por satélites. Bastante preciso e de dimensões reduzidas. Fornece leituras de posição aproximadamente de hora em hora. Actualmente sendo substituído pelo equipamento GPS.
Saveiro: Embarcação de fundo chato, de forma semelhante à meia-lua de proa mais elevada que a popa, e usada especialmente para conduzir as redes que se lançam em frente à praia. Embarcações robustas, construídas em madeira ou metal, de fundo chato. São empregadas para desembarque ou transbordo de carga, nos portos. Podem ser cobertas ou abertas.
Secção a Meia-nau: Secção transversal do casco tirada a meio comprimento entre as perpendiculares de vante e de ré.
Secção mestra: Chama-se secção mestra a maior das secções transversais de um casco. A secção mestra se situa coincidentemente com a secção a meia-nau, ou muito próximo desta, na maioria dos navios modernos, qualquer que seja o tipo. Em muitos navios modernos, e particularmente nos navios mercantes de carga, certo comprimento da região central do casco é constituído por secções iguais à secção mestra numa distância apreciável, quer para vante, quer para ré da secção a meia-nau ou secção mestra; diz-se então que o navio tem formas cheias. Nos navios que têm formas finas, a forma das secções transversais varia muito em todo o comprimento do navio a vante e a ré da secção mestra.
Secção transversal: Chama-se secção transversal qualquer secção que seja determinada, por um plano transversal, no casco de uma embarcação.
Seio: A parte do meio dos cabos.
Sergideiras: São cabos de laborar idênticos às apagas, mas empregados nas gáveas.
Setentrião: Vento que sopra do Norte
Sicordas: Peças colocadas de proa a popa num convés ou numa coberta, ligando os vaus entre si.
Simum: Vento ciclónico do Sahara que se faz sentir na parte oriental do Mediterrâneo, vindo de Sul a Sudoeste
Singradura: Caminho percorrido num único rumo
Siroco: Vento quente, asfixiante e empoeirado de SE que sopra na região do Mediterrâneo, especialmente na Itália, Sicília, Malta e Grécia. Vindo do Norte de África, com origem no deserto do Sara, aparece durante a Primavera e Verão. Conduta de ventilação.
Sloop: Embarcação de um só mastro e aparelho latino
Sloop: Embarcação de um só mastro e aparelho latino
Sobrequilha: É uma peça semelhante à quilha assentada sobre as cavernas. Colocada em cima da quilha em todo o seu comprimento, servindo como reforço da estrutura do navio. A sobrequilha prolonga-se de proa a popa, por sobre as hastilhas e concorre com a quilha para resistir aos esforços longitudinais e além disso tem por finalidade manter as cavernas em sua posição.
Sobres: São o conjunto de todas as vergas ou velas mais altas que cruzam por cima dos joanetes.
Socar: Apertar com força e bem um nó ou uma volta.
Sonda reduzida: É a altura referida ao plano do zero hidrográfico.
Sotavento: Lado para onde sopra o vento.
Spi: ou spinaker, O mesmo que vela de balão.
Spring: O mesmo que regeira.
Suão ou Soão: Vento quente e calmoso soprando entre leste e sueste.
Suestada: Vento forte de Sudeste. Nome que dão a um temporal, geralmente pouco duradouro, na Terra-Nova.
Superestrutura: Construção feita sobre o convés principal.
Suspender: Levantar a âncora trazendo-a acima; trazer acima a âncora que se largou.

T

Tael: Unidade antiga de peso na Ásia equivalente a 16 mazes.
Talas: Espécie de réguas flexíveis que vão colocadas em bolsos costurados ao longo da valuma. Servem como uma espécie nervura evitando a valuma peneje.
Talingar: acção de ligar a amarra ao ferro
Tamancas: Peças de aço fundido compostas de rodetes, usadas na borda falsa e dimensionadas de acordo com as espias.
Tanques de Colisão: Compartimentos extremos à vante ou à ré, limitados pelas anteparas que lhe dão a propriedade de serem estanques, ou seja, não permitem que a água que porventura venha a inundá-lo, passe para os compartimentos vizinhos. São 2 (dois) os tanques de colisão, um a vante e um a ré, também chamados de pique-tanque de vante e pique -tanque de ré, respectivamente. Estes compartimentos devem, quando possível, ser conservados vazios.
Teque: Cabo de carga do pau de carga.
Terral: vento que sopra de terra para o mar durante a noite até pouco depois do nascer do Sol
Tesar:  [termo de vela] Puxar no sentido de aumentar a tensão.
Testa ou gurutil:  [termo de vela] Parte de vante da vela (desde o punho da adriça ao punha da amura) . Fica presa ao mastro no caso das velas grandes e ao estai de proa no caso das bujas, jibas,etc.
Testa:  [termo de vela] Nas velas latinas é o bordo que encosta ao mastro e nas redondas os lados que ficam de cima para baixo
Timão ou roda de leme: Acciona o leme, permitindo manobrar a embarcação. Pode ter accionamento mecânico, hidráulico ou pneumático. Em pequenas embarcações de recreio ou pesca é, algumas vezes, substituído pela cana de leme que é ligada directamente à madre do leme.
Timoneiro: O tripulante que trabalha com o timão. É o responsável pelo governo do barco.
Toesa: Medida antiga equivalente a 6 pés.
Tombadilho:
Tonel: Medida de capacidade de carga usada na antiga construção naval.
Tonelada: Antiga medida de peso que valia 13,5 quintais, cerca de 793 kg.
Tornado: Tempestade ciclónica não excedendo em geral uma hora. Forma-se com mais frequência de meados de Maio a meados de Novembro na costa ocidental de África, entre o Trópico de Câncer e o Equador
Tornel ou destorcedor: Peça formada por um olhal, um parafuso com olhal, porca cilíndrica e um contrapino. O parafuso constitui um eixo em torno do qual gira o olhal. Permite à amarra girar em relação à âncora. Peça dupla constituída de 2 olhais, ou 1 olhal e 1 gato intimamente ligados, mas com movimentos de rotação independente.
Tralha: Parte reforçada do gurutil ou da testa e das esteiras de uma vela.
Tramontana: vento que sopra de Norte
Trapézio: Um sistema feito com alças de escora que serve para fazer contrapeso quando o barco navega muito adernado. O trapézio permite que o proeiro fique inteiramente fora do barco, preso pelo colete e apoiando os pés nos bordos.
Traquete:  [termo de vela] Vela redonda que enverga no mastro de proa.
Través: Região que fica a meio navio da embarcação formando com a linha de proa a popa um ângulo de 90° para EB ou para BB.
Traveses: Cabos de amarração colocados perpendicularmente ao navio.
Travessão: vento que sopra de través
Trincaniz: Fiada de chapas mais próximas aos costados, ligam os vaus entre si e às cavernas.
Tubo Acústico: Sistema de comunicação interna constituído por um tubo metálico.
Tufão: tempestade ciclónica no Mar da China, com grandes mares levantados por ventos de enorme violência. Formados geralmente na região das Carolinas e Marianas
Tuo: Antiga medida chinesa de profundidade, aproximadamente 2 metros.
Turco: Equipamento usado para o lançamento de embarcações auxiliares ou de salvação.
 

U

Ukiukiu: vento alísio de Nordeste que sopra no Havai na ilha de Maui
Unha: Vértice superior das patas da âncora.
Unhar: a acção de uma unha a enterrar-se no fundo; é o ferro ficar preso ao fundo pela unha
Urdir: construir uma pinha

V

Valuma:  [termo de vela] Lado de ré da vela onde se encontram as bolsas das talas.
Vante: Metade dianteira da embarcação.
Vara do Coromandel: Vento fresco do quadrante leste que sopra no equinócio do Outono na costa do Coromandel na Índia
Vara: Temporal de duração curta
Vaus: Vigas colocadas de EB a BB em cada caverna, servindo para sustentar os chapeamentos dos conveses e das cobertas, e também para ligar entre si as balizas das cavernas.
Vela de Balão:  [termo de vela] Vela triangular, também chamada spinnaker, de grande superfície para ventos de popa . Normalmente de tecido leve e colorido.
Vela de Estai:  [termo de vela] É a vela da proa mais comum.
Vela de Genoa:  [termo de vela] É um estai maior que ultrapassa o mastro.
Vela Grande:  [termo de vela] Maior vela de uma embarcação. É envergada no mastro grande.
Vela Redonda:  [termo de vela] É aquela que é envergada transversalmente ao barco como as velas das caravelas.
Vela:  [termo de vela] Peça em lona, brim ou outro tecido natural ou sintético apropriado, destinada a, recebendo o sopro do vento, impelir as embarcações.
Velame:   [termo de vela] É o conjunto de todas as velas existentes a bordo de um navio e divide-se em duas classes: redondo e latino.
Velas Latinas:  [termo de vela] São as que se envergam de proa à popa e podem ser quadrangulares e triangulares. A velas quadrangulares envergam as testas (lado de vante) nos mastros, o gurutil (lado superior) nas caranguejas, a esteira (lado inferior) nas retrancas e a valuma (lado da
Velas Redondas: São as que envergam de bombordo a estibordo. Têm quatro lados. A parte da vela que enverga na verga chama-se gurutil, aos lados são testas e a parte inferior a esteira. Os ângulos das velas redondas (cantos), tomam os nome de punhos; os punhos superiores
Veleiro:  [termo de vela] Navio à vela. Embarcações movidas pela acção do vento em suas velas.
Vendaval: Vento do Sul. Também um vento forte com pesados aguaceiros e mar alteroso
Vento Aparente: Vento resultante do movimento da embarcação e do vento verdadeiro
Vento Verdadeiro: Vento que se sente com a embarcação parada
Ventos: Rumos indicados na rosa-dos-ventos até quartas. Usado pelos gregos o seu número foi sucessivamente de 2, 4, 8 e 12. No séc. XIV passou a ser de 16 e entre nós durante a época do Infante era já de 32.
Verdugos: São peças de madeira boleadas, colocadas de proa à popa e por debaixo das falcas; servem para proteger o costado da embarcação quando se encontra atracada.
Verga:  [termo de vela] peça de madeira ou metal onde é ligada a parte superior da vela
Verga: peça de madeira ou metal onde é ligada a parte superior da vela
Vergas de Cevadeira:  [termo de vela] São vergônteas colocadas perpendicularmente ao gurupés, na altura da pega, que servem para dar espalho aos patarrazes dos paus da bujarrona e da giba.
Vergas:  [termo de vela] São vergônteas móveis existentes a bordo dos navios e embarcações, que, quando empregadas, podem tomar as posições horizontal (nos navios cujas armações sejam de galera, barca, brigue, lugre-barca, patacho, lugre-patacho, escuna e lugre-escuna), posição o
Vigias: Abertura no costado ou na antepara de uma superstrutura, de forma circular, para dar luz e ventilação a um compartimento.
Vinhateiras: São cabos fixos aos vergueiros das vergas com cerca de 0,5m de comprimento, com pinha de boça num dos chicotes, servindo para os marinheiros se agarrarem quando na manobra das velas.
Viração: Vento fraco que sopra do mar para terra depois do meio-dia até ao pôr-do-sol até cerca de 20 milhas da costa
Virar em roda: Mudar de bordo cruzando a linha do vento com a popa.
Voga: Remador situado mais junto à popa.
 

X

Xarouco: vento terral

 
Z

Zéfiro ou Zephyrus: Vento suave e fresco de Oeste (irmão de Bóreas e Notos na mitologia grega)
Zénite: ponto, em qualquer lugar da Terra, onde a vertical prolongada acima do observador, vai aparentemente, encontrar a esfera celeste
Zero Hidrográfico: É o plano de referência para a contagem das sondas indicadas nas cartas. Entre nós é o da mais baixa maré
Zhi: Medida equivalente a uma polegada chinesa, que por sua vez, é igual ao comprimento da falanginha do dedo médio da mão.
Zona de flutuação: É a parte das obras vivas, compreendida entre a linha de flutuação da embarcação carregada e a linha de flutuação da embarcação leve. O deslocamento da zona de flutuação define, em peso, a capacidade total de carga do navio.
Zona não vélica: [termo de vela] Zona dos rumos possíveis onde um barco à vela não é capaz de velejar. Aproximadamente um ângulo de 90 graus, com a bissectriz indicando a direcção do vento.

 

 Fonte enautica.pt
 
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