Últimas VOR

Volvo Ocean Race Press Information
Official Press Information from the Volvo Ocean Race 2008-09
  • Telefónica Blue Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1552 GMT
    We are very happy bunch, passed both Puma and our teammates. I think Puma simply just forgot about the scoring gate, why would you otherwise give these points away? But we sailed well, we took over 30 miles out of our sistership in the last 24 hours, who we know have the same sails, and [...]
  • Daily Story Leg Two Day 6: Points North
    Ericsson Racing Team made it a one/two this morning when Torben Grael/BRA and his team racing Ericsson 4 cruised through the scoring gate on leg two of the Volvo Ocean Race at 0340 GMT, adding another four points to their tally, bringing their total to 18.  On their heels was Anders Lewander/SWE and his Nordic [...]
  • Team Russia Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1159 GMT
    Very happy with the 2.5 points we just picked up at the scoring longitude of 58E and boat, sails and crew in one piece. We had lots of discussion during the preparation period about the concept of the boat and, to be honest, it feels very good to sit on a solid boat in the [...]
  • Green Dragon Leg Two Day 6 QFB: received 20.11.08 1127 GMT
    We are thrilled to get 3rd place and 3 points at the Mauritius scoring gate. This has been our sole focus since breaking the boom 2 days ago. We seem to be able to sail downwind with spinnakers quite well, and even now reaching with one reef seems OK. It’s upwind sailing that we must [...]

Mapa

MApa

Parceiros

 BICHODOMAR
Centro de Mergulho 
yecahouse

Meteorologia

Lisboa
14°C
Travessia do Drake

Travessia do Drake - enfrentando o mar gelado num veleiro

Drake

Uma das grandes façanhas realizadas no universo da aventura, em 2003, foi a Travessia do Drake, de Janeiro a Março.
O desafio era velejar, num catamarã 21 pés e sem qualquer cabine, da América do Sul, a partir do Ushuaia, até a Antártica, vencendo um mar traiçoeiro e a turbulenta, A Passagem do Drake, rota obrigatória para quem pretende visitar o continente gelado.

O audacioso projecto levou meses de muitos planos, treino e preparação, e só foi possível pois contou com o apoio de um barco de grandes dimensões, que transportava o equipamento mais pesado e monitorizava o hobie cat (catamarã), porém, o hobie cat teve autonomia para velejar sozinho, em trilhos que só poderiam ser alcançados por um barco de pequeno porte.

“Fomos o primeiro veleiro sem cabine a chegar no continente gelado” – declarou Beto Pandiani, líder da equipe que contava ainda com outros 4 aventureiros e velejadores: o sul-africano Duncan Ross, velejador profissional; o velejador, mergulhador, piloto e rádio operador Júlio Fiadi; o alpinista Makoto Ishibe e o médico Fábio Tozzi.

As frentes frias que chegam na América do Sul, nascem na Antártica. A região drakeana é muito inconstante, os ventos e ondas originam-se de várias direções. Uma onda, que sai por exemplo da Polinésia, não encontra obstáculo algum que reduza seu tamanho até chegar no Drake. Em função disso, as ondas enfrentadas na aventura podiam atingir tamanhos enormes, e as condições físicas ficam muito traiçoeiras. Segundo Beto, “um dos mares mais traiçoeiros do mundo”.
Mar
“O mérito do projecto foi encontrar uma brecha na muralha. A primeira pergunta foi: será que não existe algum momento, ao menos por uma semana, em que esse lugar dê uma trégua?” - relata Pandiani.

Na França, o velejador pesquisou, num centro meteorológico, se existia um momento do ano em que o Drake oferecesse alguma oportunidade para a realização de sua travessia. Um especialista francês acabou detectando a possibilidade de ocorrer uma “janela” entre os meses de janeiro, fevereiro e março.

Com esta informação preciosa, as características do barco foram sendo planejadas. O catamarã precisava ser resistente, mas ao mesmo tempo leve para conseguir bastante velocidade com pouco vento, pois essa era a única forma de aproveitar a janela de calmaria no Drake.

Um dos mecanismos para conseguir a velocidade necessária foi o de que quanto maior a vela, maior será a velocidade. Isto acontece porque maior será a área de vela em contato com o vento.
Gelo
O plano de navegação era de turnos entre Pandiani e Duncan, que revezavam, de tempos em tempos, o controle de bordo. A alimentação foi realizada no próprio catamarã. Baseada em frutas secas, cereais, leite, chocolate, castanhas, bolo inglês, presunto, queijo, “rações” auto-aquecidas. Beto diz que comeu tudo que está acostumado a comer na própria casa. “Orientado por uma dieta de 5500 cal/dia pela Nutrimental, passei no supermercado, fiz uma boa compra, e fui viajar”.